17 February 2009

Maddie and Joana: Crossing Paths - SIC In-Depth Report





Brief Synopsis

'Método 3, the Spanish Agency that was hired by the McCanns to allegedly find their mysteriously disappeared daughter, recruited psychic lawyer Marcos Aragão Correia to incriminate Gonçalo Amaral. SIC had access to documents which apparently prove that the Spanish agency has tried to undermine the credibility of the Portuguese investigation on the Madeleine McCann Case.'

SIC in-depth report is signed by the journalists Pedro Coelho and Rita Jordão, camera by Luís Pinto and edition by Ricardo Tenreiro.

Transcript and translation to follow

source: SIC online, 17.02.2009


7 comments:

  1. Há quem sabe muito; saiba de mais; saiba o que não deve.

    O programa "Grande Reportagem" da Sic, foi sobre 2 Mundos Infelizes de duas crianças, que de modo algum se cruzam,de modo algum.
    Foi "interessante" visionar .
    G.mc deu 1 enorme "lição" a quem não devia: mostrem o corpo e digam que há crime. Mais ou menos isto.
    E houve seres que apreenderam rápidamente aquelas palavras.

    Tenho acompanhado de igual modo o caso de 1 adolescente espanhola,supostamente assassinada e cujo corpo talvez nunca apareça.

    "Finding the body of Marta del Castillo will prove key for the progression of the case against the four people now arrested for her killing."

    http://www.typicallyspanish.com/news/publish/article_20101.shtml

    Deverão,na minha perspectiva,acompanhar toda a polémica acerca deste igualmente muito infeliz caso.Porque além da polémica ser bastante ampla é apanágio das dificuldades em provar que houve crime....apesar de ter havido confissão após a exibição das provas poderá acontecer que os culpados possam não vir a ser julgados e prestar contas à Justiça.

    ONDE JÁ VIMOS 2 SITUAÇÕES SEMELHANTES e a mesma IMPOTÊNCIA?

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  2. Dozens and dozens of people got involved in Maddie's case,obliged or voluntairely.This man from Madeira(or Azoren?)trying his best, believing his visions. OK, no problem.Among those dozens and dozens of people, we could watch the British Ambassador, Prime Ministers Brown and Socrates,the Pope,Priest Pacheco, the Anglican minister, all willing to help the couple and to talk to the media, excepted the Holy Father.But I miss somebody among those dozens and dozens: the British Consul in Portimão, Algarve, very few kilometres from the resort.I don't remember Gerry has ever written about him, excepted for when he left on retirind, 01 August 2007,
    I never saw him among the media in Praia da luz,like I saw the ambassador, Brown and Socrates(somewhere else), I never saw an interview, even short.Are the McCanns so arrogant that they start their success carrier beginning with at least an ambassador?Not a consul, please,he is much less!

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  3. Yes, one day later the British ambassador arrived in Praia da Luz, coming all the way from Lisbon. But no consul from a few kilometres away.
    Could it be that the consul was the first very person who did not believe in abduction? That's why he never showed up and never took part in the media circus? Everything is possible.

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  4. Thank you for taking the trouble to provide balanced information on this tragic case. It's more than we get from the UK press. I'm very much looking forward to reading your translation of this very interesting-sounding programme. Somehow I doubt our own neutered journalists will be telling us about the issues it raises.

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  5. Maddie e Joana: Caminhos Cruzados
    Publicação: 13-02-2009 19:43 | Última actualização: 27-02-2009 12:35

    Detectives contratados pelos McCann quiseram tramar Gonçalo Amaral A Método 3, a agência espanhola de detectives contratada pelo casal McCann, tentou seduzir o advogado de Leonor Cipriano a mudar o rumo da defesa. Os operacionais da agência quiseram fazer de Gonçalo Amaral – o ex-coordenador da PJ de Portimão e responsável pela investigação do desaparecimento de Madeleine e de Joana, filha de Leonor Cipriano - o principal alvo, através do cruzamento de ambos os casos.

    Grande Reportagem SIC

    O contacto foi feito, ainda durante o período em que os detectives espanhóis investigavam o caso de Madeleine McCann, 3 anos, desaparecida na Praia da Luz , no Algarve, a 3 de Maio de 2007. Os operacionais da agência contactaram o advogado algarvio, João Grade dos Santos, pedindo-lhe apoio nas investigações. “Disseram-me que me contactaram por eu estar a trabalhar num assunto que, segundo eles, tinha semelhanças”, esclarece o advogado.

    João Grade dos Santos despertou o interesse da Método 3 por estar a defender oficiosamente Leonor Cipriano num processo onde era arguido Gonçalo Amaral, acusado, pelo Ministério Público, de omissão de denúncia de actos de tortura, concretizados por outros 3 inspectores da PJ, durante o interrogatório à mãe de Joana Cipriano. O processo, ainda em curso, envolve 5 elementos da Judiciária e foi aberto na sequência de uma queixa apresentada pela directora da cadeia de Odemira.

    Em Fevereiro de 2005, o Expresso publicou um conjunto de fotografias de Leonor Cipriano, onde a reclusa aparece marcada nos olhos e no rosto. As marcas denunciaram ter existido uma agressão.

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  6. A mãe de Joana, a menina de 8 anos que desaparecera em 2004 na aldeia de Figueira, no Algarve, tinha sido condenada a 16 anos de cadeia, pela morte e ocultação do cadáver da filha.

    No contacto que fizeram com João Grade dos Santos, os detectives da Método 3 falaram especificamente de Gonçalo Amaral: “é óbvio que tinham de falar: era o inspector mais badalado do momento - ironiza o advogado – afinal esteve na investigação aos dois casos”, conclui. Na abordagem, os detectives realçaram as vantagens da proposta: “referiram-me que dinheiro para despesas não era problema”, sublinha o advogado.

    Leonor Cipriano foi defendida por João Grade dos Santos durante toda a fase de inquérito mas, nas vésperas do arranque do julgamento, a cliente prescindiu dos serviços do advogado.

    Meses depois de ter recusado a proposta de colaboração com a Método 3, João Grade dos Santos foi trocado por Marcos Aragão Correia, um jovem advogado com escritório na Madeira. Era-lhe conhecida uma fugaz, mas simbólica, passagem pelo continente: Aragão Correia participara nas buscas de Madeleine , como médium. O advogado tivera visões do cadáver da menina na barragem do rio Arade, em Silves. “A Polícia Judiciária - reconhece - desvalorizou completamente essas pistas, apesar de eu ser advogado; já a Método 3 mostrou-se muito interessada”, acrescenta.

    Mas o interesse da agência assentaria raízes noutro objectivo: os detectives precisavam de um advogado que assumisse o cruzamento dos casos Maddie e Joana.

    Aragão Correia aceitou aquilo que Grade dos Santos rejeitara: “Os detectives vieram ter comigo e disseram-me – nós estamos muito preocupados porque há um elemento comum aos dois casos, Gonçalo Amaral, que não está interessado em procurar as crianças, só está interessado em incriminar os pais. Aconteceu no caso Maddie e também no caso Joana – A Método 3 pediu-me para me envolver no caso, não me pediu para ser advogado da Leonor, pediu-me para fazer algumas investigações enquanto advogado”.

    Marcos Aragão Correia aceitou o desafio e quando consultou o caso Joana identificou-se, de imediato, com a tese dos detectives espanhóis. “Fiquei indignado – recorda – achei que o Sr. Gonçalo Amaral tinha um interesse oculto em incriminar sistematicamente as mães, sem ter provas contra elas”.

    Dando sequência ao interesse que manifestara pelo caso, Marcos Aragão Correia visita Leonor Cipriano na cadeia de Odemira e acaba por sair da visita muito perto de se tornar o substituto de João Grade dos Santos: “Foi a Leonor que me pediu. Disse-me que nunca ninguém a tinha defendido assim. Depois de muito reflectir decidi aceitar, e comuniquei ao Dr. João Grade dos Santos a decisão da Leonor”.

    Assim que Marcos Aragão Correia assumiu a defesa de Leonor, o processo, relativo ao julgamento de Faro contra os 5 inspectores da PJ, muda de rumo. É o próprio quem assume essa inversão: “O grande pesadelo do Gonçalo Amaral foi eu ter entrado no caso”, alerta.

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  7. Paulo Pereira Cristóvão, ex-inspector da PJ e um dos 5 arguidos de Faro, acusa Marcos Aragão Correia de ter tentado fazer “um negócio” com os arguidos. “E esse negócio era: acusem todos o Gonçalo Amaral que eu faço com que a Leonor Cipriano diga que os senhores nada têm a ver com isto – ora acordos desses, só em Hollywood!” ironiza Pereira Cristovão.

    Marcos Aragão Correia não desmente a existência do acordo, mas alega que o mesmo está relacionado com “um desabafo de um dos arguidos” que lhe chegara aos ouvidos. “Esse arguido fez chegar um mail a um amigo meu onde apontava as culpas para Gonçalo Amaral”, denuncia o advogado.

    Marcos Aragão Correia confessa que a opinião negativa, sobre a forma como Gonçalo Amaral investigou os casos Maddie e Joana, não a partilha, apenas, com a Método 3, contratada pelo casal Mcccan. O advogado alimenta o enigma: “Se estou a tomar partido por uma das partes, é óbvio que essa parte me está a dar apoio moral”. Aragão Correia só não esclarece quem, realmente, estará por detrás deste puzzle: “o contrato de sigilo que me liga à Método 3 impede-me de divulgar pormenores relativamente à investigação privada”, conclui.

    Contactada pela SIC, a Método 3 entendeu não se pronunciar. Já o porta-voz do casal McCann, alega que a família não comenta ângulos que considera negativos.

    Jornalista: Pedro Coelho
    Repórter de imagem: Luís Pinto
    Edição de imagem: Ricardo Tenreiro
    Grafismo: Isabel Cruz
    Produção: Anabela Bicho; João Nuno Assunção
    Coordenação: Cândida Pinto
    Direcção: Alcides Vieira

    http://sic.sapo.pt/online/noticias/programas/reportagem+sic/Artigos/Maddie+e+Joana.htm

    http://sic.sapo.pt/online/noticias/programas/reportagem+sic/Slideshow/maddie-e-joana.htm

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