14 August 2009

O Incidente do Choro

Na passada segunda-feira, ‘Stevo’ publicou um excelente vídeo sobre o caso Madeleine – ou antes, acerca do caso McCann, porque a Madeleine é, afinal, apenas uma ‘história’, de acordo com o Sr. Mitchell.

O vídeo contém uma passagem impressionante sobre um pequeno episódio que foi reportado pela Sra. Fenn, a senhora que vive directamente por cima do apartamento 5A, no seu testemunho dado à Polícia Judiciária a 20 de Agosto de 2007, que se segue:

“[Pamela Fenn] Refere assim que na terça feira, dia 1 de Maio de 2007, e quando se encontrava na sua casa, sozinha, cerca das 22H30 ouviu uma criança a chorar, que pela sonoridade lhe parecia de uma criança jovem e não de um bebé de dois anos ou menos. A par do choro que se manteve cerca de uma hora e 15 minutos, que foi ficando mais forte e expressivo, a criança gritava "daddy - daddy", não tendo qualquer dúvida que o pranto era oriundo do piso inferior. Cerca das 23H45, ou seja uma hora e quinze depois do inicio, sentiu os pais a chegarem, não os tendo visto, no entanto ouviu a porta da varanda a abrir, tendo disso se apercebido, pois ficou bastante preocupada, já que o choro manteve-se durante mais de uma hora e foi se agravando paulatinamente. Indagada disse que não sabe qual a causa do choro, talvez um pesadelo, ou outro factor de destabilização. Adianta que logo que os pais entraram em casa a criança parou de chorar.” in Processo 201/07.0 GALGS, páginas 2412-2413

Agora, em vez de seguirmos as tácticas diversionárias que nos levam a sítios longínquos como a Austrália, por mais divertidas que possam ser, será mais interessante rever algo que está mais próximo de casa. Literalmente.

As declarações das testemunhas que foram prestadas à PJ pelo casal McCann e pelos seus amigos estão amplamente disponíveis na net, devidamente traduzidas por imensas pessoas que ofereceram o seu tempo e conhecimentos, e que não receberam milhares de libras de um qualquer fundo para pagar o seu trabalho. Como qualquer um pode verificar, o “incidente do choro” é brevemente mencionado nas declarações prestadas por Kate e Gerry McCann:

“Entre o dia 28, data da chegada e a hora em que foi detectado o desaparecimento disse que nada de inusitado sucedeu, referindo somente um episódio, em que na manhã de quinta-feira, dia 03, a MADELEINE, questionou a depoente qual o motivo de não terem ido ao seu quarto uma vez que os gémeos tinham chorado. A depoente como nada ouviu não se deslocou ao quarto, no entanto achou estranho o comentário da sua filha, até porque foi a primeira vez que aquela o fez.” in Declaração de Kate McCann em 04.05.2007 no Processo 201/07.0 GALGS, página 59

“Entre o dia 28, data da chegada e a hora em que foi detectado o desaparecimento disse que nada de inusitado sucedeu, referindo somente um episódio, em que na manhã de quinta-feira, dia 03, a MADELEINE, questionou o depoente qual o motivo de não terem ido ao seu quarto uma vez que os gémeos tinham chorado. O depoente como nada ouviu não se deslocou ao quarto, no entanto achou estranho o comentário da sua filha, até porque foi a primeira vez que aquela o fez.”in Declaração de Gerry McCann em 04.04.2007 no Processo 201/07 GALGS, páginas 35/36

Talvez tenham reparado no mesmo que eu: os McCann contaram exactamente o mesmo episódio à Polícia, mencionando os mesmíssimos detalhes – que os gémeos teriam estado a chorar – de modo tão similar que ambos os testemunhos se podem ler de uma forma quase idêntica. Voltaremos a este curioso detalhe mais tarde.

Felizmente, temos o porta-voz dos McCann, o ex-director da ‘Media Monitoring Unit’ – Unidade de Monitorização dos Media, pertencente ao Governo Britânico – esse pilar da verdade, para nos assegurar que os McCann foram totalmente verdadeiros nos seus depoimentos iniciais:

“A única razão porque isto foi tornado público foi por causa da total honestidade da Kate e do Gerry nos seus depoimentos originais.” in The Telegraph, 10 de Abril de 2008

Tão honestos, que o Sr. McCann até revela algo que eu apenas posso presumir ser a verdade sobre a visita da sua mulher ao apartamento:

“Pelas 22H00 foi a sua esposa KATE que veio verificar os filhos. Entrou no apartamento pela porta com a chave e verificou desde logo que a porta do quarto dos filhos estava completamente aberta, a janela também aberta, as persianas subidas e as cortinas afastadas. A tal porta lateral que dá para a sala estava fechada, a qual, conforme atrás dito não ficava trancada.” in Process 201/07.0 GALGS, página 37

Este parágrafo levanta uma outra série de questões bastante pertinentes, que abordaremos noutra altura, quando a excitação Australiana/Espanhola/Sueca tiver passado e houver novamente uma acalmia nas notícias.

“É muito curioso isto estar a ser divulgado agora, depois de estar guardado na polícia durante 11 meses. O ‘timing’ disto é francamente suspeito.” Clarence Mitchell, citado no The Telegraph, a 10 de Abril de 2008

O Sr. Mitchell tem, pelo menos, razão numa coisa: O ‘timing’ foi, realmente, suspeito, principalmente porque ao mesmo tempo que a notícia era dada em primeira mão, em directo na televisão por um jornalista espanhol durante um ‘talk show’ matinal na Telecinco, a Fiona Payne estava a ser entrevistada pelo DC Messiah, no quartel-general da Polícia de Leicestershire, em Enderby, contando com bastante detalhe como a Kate McCann tinha mencionado o incidente do choro, ao jantar, no dia 3 de Maio de 2007, no Tapas Bar.

E também ao mesmo tempo, os McCann davam uma conferência de imprensa em Bruxelas, para promover a sua petição, a qual se apropriou de um projecto já em curso no Parlamento Europeu, a favor da criação de um sistema de alerta de crianças desaparecidas.

Já se vê que o dia 10 de Abril de 2008 foi um dia muito movimentado.

Mas regressemos à Sra. Fenn por um momento. Disse ela que na terça-feira, dia 1 de Maio, dois dias antes de a Madeleine ter desaparecido sem deixar rasto, ouviu uma criança – uma criança – a chorar no apartamento de baixo, durante mais de uma hora. A Sra. Fenn afirmou que o choro havia parado no exacto momento em que os pais entraram no apartamento.

Ora, eu sou a primeira pessoa a reconhecer que as crianças são todas diferentes, e embora a minha própria experiência me indique que uma criança que chorou sem parar durante mais de uma hora não pára de chorar instantaneamente, como se tivesse um interruptor, não direi que tal seja impossível. O que já me parece muito estranho, é que os pais não tivessem ouvido o choro da criança quando se aproximaram do apartamento – a Sra. Fenn ficou suficientemente aflita com a situação a ponto de telefonar a uma amiga a pedir conselho -, nem tenham reparado em nada fora do habitual quando entraram no apartamento. Nem um suspiro, nem um gemido, nada. Ou pelo menos é o que dizem nos seus honestos depoimentos iniciais.

É claro que os seus honestos depoimentos iniciais dizem que o episódio teve lugar na quarta-feira à noite. Ninguém lhes perguntou por terça-feira.

Avançemos para Novembro de 2007

Os McCann estão de volta a Inglaterra. A investigação em Portugal está parada, atolada em problemas burocráticos relativos aos interrogatórios aos chamados ‘Tapas Seven’, ao abrigo de cartas rogatórias que levam meses a ser aceites pelo Home Office. Um encontro num hotel em Rothley reúne o casal com os seus amigos, pela primeira vez depois dos acontecimentos na Luz. A imprensa relata que as entrevistas rogatórias acontecem “dentro de semanas”.

Na verdade, viriam a ter lugar apenas em Abril, mais precisamente entre 8 e 11 de Abril de 2008. Uma equipa da PJ, liderada por Paulo Rebelo, o então coordenador do DIC de Portimão, viajou até Leicester para assistir às entrevistas, mas regressou ao Algarve no dia 11 de Abril, de manhã cedo. Falhando assim o interrogatório daquele que teria sido considerado uma testemunha chave em qualquer caso policial: David Payne, alegadamente a última pessoa, exceptuando os arguidos, a ver a Madeleine viva.

De acordo com as transcrições dessas entrevistas, foi a Rachael Mampilly que primeiro mencionou o incidente do choro à Polícia Britânica, durante a manhã de 9 de Abril:

“A Kate, quando nos sentámos à mesa na quinta-feira à noite, a Kate disse que, erm, a Madeleine e o Sean tinham chorado, disse que tinham estado a chorar, erm, e, sabe, ficou a pensar onde estavam, ou pensaram onde, sabe, onde estavam a mãe e o pai, erm, isto foi tipo depois de a Madeleine desaparecer, falámos, ela mencionou que quando nos sentámos à mesa na quinta-feira e mais tarde depois de a Madeleine desaparecer, erm, os McCann disseram, oh, bem, será que na quarta-feira, sabe, alguém tinha tentado entrar talvez, ou entrou e eles viram alguma coisa, erm, sabe, e eu estava no apartamento ao lado, mas quero dizer, não ouvi nenhum, bem, sabe, não ouvi nada, se calhar eu estava a dormir, erm, ouvia-se bastante através dos apartamentos porque a Grace, ela acorda sempre cedo mas porque ela parecia ter diarreia quase todas as noites, ela acordava tipo às seis da manhã na maioria dos dias e nós tínhamos sempre de a meter no, no duche ou no banho logo a seguir, e o Gerry e a Kate quase sempre nos ouviam e por isso, sabe, a maioria dos comentários logo pela manhã eram do tipo, oh a Grace acordou cedo novamente, ela invariavelmente fartava-se de berrar, portanto.”in depoimento rogatório de Rachael Mampilly, 09.04.2008

Este ‘incidente do choro’ parece ter sido um episódio bastante importante para a Kate e o Gerry McCann. Suficientemente importante para ser mencionado durante o jantar, sem razão aparente, e para ser oferecido por iniciativa do casal, separadamente e quase nas mesmas palavras, à PJ, nos seus primeiríssimos depoimentos.

Outro detalhe curioso é o facto de o marido da Rachael, Matthew Oldfield, declarar que a Rachael ficou em casa na terça-feira à noite, contradizendo a sua mulher e colocando-a no apartamento ao lado do dos McCann na noite em que a Sra. Fenn relatou ter ouvido o choro:

“A Rachael estava, tipo, erm, ficou mal disposta na terça-feira à noite, erm, e ficou no apartamento, sim.” in depoimento rogatório de Matthew Oldfield, 09.04.2008

Confusos?

Na manhã seguinte, enquanto os McCann concentravam convenientemente as atenções dos media do mundo inteiro na sua visita a Bruxelas, e a Fiona Payne repetia a história do incidente do choro ao DC Ivor Messiah no quartel general da Polícia de Leicestershire, um conhecido jornalista espanhol, Nacho Abad, dava a notícia em primeira mão ao vivo no ‘El Programa de Ana Rosa’, um ‘talk show’ matinal no canal espanhol Telecinco.

“O ‘El Programa de Ana Rosa’ obteve, em primeira mão, e pela primeira vez a nível mundial, os depoimentos exclusivos dos pais e amigos de Madeleine McCann, horas antes e depois de a menina ter desaparecido. Estas declarações de elevado impacto e arrepiantes deixam clara a inocência de Kate e de Gerry no desaparecimento da filha, e apontam para a janela do apartamento onde estavam hospedados, como um elemento chave no famoso desaparecimento.” in site da Telecinco, 10.04.2008

O Sr. Abad lançava uma polémica de proporções épicas, com consequências que teriam sido difíceis de imaginar alguns dias antes.

Os media britânicos levaram apenas algumas horas para publicar uma avalanche de artigos que reportavam uma “fuga de informação” da Polícia portuguesa, a qual alegadamente dera ao Sr. Abad cópias dos depoimentos iniciais dos McCann à PJ, a fim de serem deliberadamente “expostos” exactamente no mesmo dia em que o casal visitava o Parlamento Europeu, “minando” a sua campanha. Um dos primeiros artigos a aparecer online foi do Mirror, e citava uma série de “amigos” do casal, bem como o incontornável Sr. Mitchell:

“A Kate e o Gerry foram totalmente honestos e totalmente abertos com a polícia e todos os seus depoimentos a partir do momento em que a Madeleine foi raptada [sic]. O simples facto de o comentário da Madeleine se encontrar agora no domínio público deve-se inteiramente ao facto de eles mesmos o terem relatado à polícia na altura. É mais do que curioso que este comentário, isolado e fora de contexto, que está nos autos policiais há uns 11 meses, apareça agora, no mesmo dia em que eles estão em Bruxelas a tentar melhorar o bem-estar das crianças e a segurança infantil. Os McCann estariam mais do que interessados em saber se o Ministério da Justiça Português vai agora exigir um inquérito interno à investigação policial, para descobrir como é que este material foi tornado público da forma que foi, no dia em que foi.” in The Mirror, 10.04.2008

No dia 11, o Sr. Mitchell estava em modo de combate, e foi ao ponto de afirmar, ao vivo na Sky News, que sabia o que a PJ “andava a fazer”:

“Não estamos contentes e a partir de agora é a doer.” in Sky News, 11.04.2008, Video aqui

Numa reacção sem precedentes, a Polícia Judiciária, que tinha suportado toda a espécie de comentários humilhantes e degradantes dos media britânicos sem dizer uma palavra para defender a sua reputação, ou a dos seus agentes, divulgou uma nota da Direcção Nacional, quatro dias após rebentar o escândalo:

“No final da passada semana, a estação de televisão espanhola Telecinco difundiu uma notícia dando conta de que teria tido acesso exclusivo a alegadas declarações do casal McCann aos “investigadores” do desaparecimento da menor Madeleine.

Com base nesta notícia, o porta-voz deste casal, Clarence Mitchell, exprimiu publicamente, a diversos órgãos de informação, a certeza de que a Polícia Judiciária teria sido a responsável pela sua divulgação.

A Polícia Judiciária esclarece que é inteiramente falso que o conteúdo da notícia reproduza matéria constante do inquérito e que se encontra em segredo de justiça.

Por outro lado, a Polícia Judiciária não deixa de lamentar a insustentada intervenção do porta-voz, sobretudo num momento em que se realizavam significativas diligências para a investigação.” in site da Polícia Judiciária, 14.04.2008


O facto é que a Polícia Judiciária poderia, potencialmente, ter deixado fugir a informação para o Sr. Abad.

Havia duas possibilidades:

a) Basear-se na informação contida nos depoimentos iniciais de Kate e Gerry McCann, os quais mencionavam que a Madeleine lhes tinha dito que os gémeos tinham estado a chorar, e que nunca citaram a frase original que tinha sido proferida pela criança desaparecida; ou

b) Os agentes que assistiram à entrevista com a Rachael Mampilly, na tarde anterior, poderiam ter contactado o Sr. Abad e tê-lo instruído para agir. O ‘timing’ é exequível. É claro que não teriam nada para oferecer ao Sr. Abad a não ser uma reprodução oral do que a Rachael havia dito sob interrogatório.

O problema é que a Rachael não disse lá grande coisa. A já lendária incapacidade dos Tapas Seven de produzirem uma só frase fluida e coerente torna impossível a uma pessoa sem conhecimento prévio do assunto, de retirar algum sentido da menção que ela faz ao incidente do choro. Para transformar as meias frases confusas que a Rachael proferira sobre o assunto, na seguinte declaração, é preciso mais do que alguma imaginação:

“O repórter criminal Nacho Abad, leu em espanhol um excerto do depoimento que ele diz que a Kate havia dado à polícia portuguesa. Disse ele: “Ao pequeno almoço, a Maddie disse, ‘Mãe, porque é que não vieste quando estávamos a chorar na noite passada?’ O Gerry e eu falámos por uns minutos e concordámos em controlar melhor os miúdos.” in The Sun, 10.04.2008

Não tenho dúvidas em afirmar que nenhum dos depoimentos tornados públicos, no processo oficial, contém alguma coisa que confira com a citação acima.

Há apenas uma fonte possível para o ‘depoimento’ acima referido, o qual parece ser uma invenção completa, baseada em factos que haviam sido apenas aflorados no dia anterior, em Leicester, e 11 meses antes, em Portimão.

A mesmíssima fonte que, embora fingisse para a PJ estar disponível para participar na reconstituição que estava agendada para Maio, não tinha interesse absolutamente nenhum na sua realização – e nem sequer se dava ao trabalho de disfarçar:

“Detectives portugueses querem que os McCann vão ao Algarve para uma reconstituição mas os advogados do casal estão preocupados com um regresso a Portugal” in The Telegraph, 10.04.2008

Os amigos haveriam de acabar por ser responsáveis pelo fiasco da reconstituição, quando, um após o outro, informaram a PJ que não iriam participar. Ninguém pode, de facto, afirmar que o casal McCann recusou participar na reconstituição; apenas que essa reconstituição teria ficado incompleta sem a presença dos seus amigos. O que é terrivelmente verdade.

Sendo assim, a Madeleine McCann chorou pelo pai, durante mais de uma hora, na noite de terça-feira? Chorou na quarta-feira? Chorou de todo?

Suponho que, como em tantas outras coisas neste caso, esta pergunta tenha de permanecer no campo da opinião pessoal, e não dos factos. Em quem escolhemos acreditar, tem feito toda a diferença na forma como, individualmente, entendemos o caso Maddie.

O que eu penso que ninguém pode refutar é o facto de a forma como esta história foi tornada pública – mais uma vez, envolvendo ‘recursos’ espanhóis numa altura em que a Método 3 era ainda contratada pelos McCann, colocando assim a fonte da ‘fuga’ convenientemente fora da alçada da PJ – não passou de uma tentativa tosca para transformar um facto negativo que teria, mais cedo ou mais tarde, acabado por vir a público, em algo que funcionaria a favor dos McCann, apresentando-os como vítimas de uma Polícia Judiciária maliciosa.

O que era um facto era que a PJ tinha engolido toda a espécie de ridículo e humilhações, sem reagir, durante quase um ano.

Mas aquilo que acabou por acontecer, foi o reforço da minha convicção pessoal de que o Sr. Mitchell é capaz de qualquer coisa, incluindo mentir, manipular e congeminar contra uma força policial legítima de um país soberano, a fim de defender a imagem dos seus clientes. Porque de acordo com os dados que estão amplamente publicados, foi isso mesmo que ele fez, neste caso.

O som de uma criança a chorar assombra-me a noite.


por Astro

In English Here: The Crying Incident

3 comments:

  1. Joana, Astro, que trabalheira!
    Obrigada.

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  2. On the page before, Maria from Brazil talks about an article on the BBC.
    Calling BBC News through Google, you can find it too.

    Thank you, Maria.

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  3. Olá,

    peço desculpa por fugir ao tema, mas gostava de saber se já debateram o papel do Padre e da Igreja nesta trama, já que, se bem me lembro, o Padre (Português) este incontactável pouco depois das atenções dos media começarem, sendo substituido por um pároco Inglês?
    Chegou-se a saber a razão para tal "desaparecimento" e substituição? Será que o Padre soube algo que podia comprometer o seu dever de segredo religioso?
    Obrigado pela atenção e continuação de um excelente trabalho.
    NR

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