1 October 2009

Relatório Intercalar - Caso McCann

 
McCanns na Igreja da Luz, Missa especial por Madeleine
Sábado, dia 12 de Maio 2007 - 9 dias após o alegado rapto

PROCESSO 201/07.0GALGS - páginas 2587 a 2602, Volume X

Departamento de Investigação Criminal de Portimão

10 Setembro 2007

Exmo. Senhor Coordenador de Investigação Criminal

MADELEINE BETH McCANN nasceu a 12 de Maio de 2003. Encontra-se desaparecida desde o dia 03 de Maio de 2007, facto que ocorreu na Praia da Luz, em Lagos.

É filha de Gerald e Kate McCann e o seu nascimento foi desejado e planeado. No entanto há que referir a dificuldade em a mãe engravidar, resultando os necessários tratamentos e o 'preço' dos mesmos.

Veio a nascer de uma inseminação 'in vitro', mas face ao ADN traçado da menor, a mesma é filha do casal McCann. É dado cientifico que os tratamentos médicos para superar algumas das razões da não gravidez aumenta a probabilidade de, numa gravidez. dita normal,nascerem gémeos.

Neste caso podemos ver que uma gravidez, embora desejada e planeada, se transformou numa situação familiar de cinco em vez de três pessoas. Depois, cuidar de um filho não é o mesmo que cuidar de três, todos em jovem idade.

***

Por cerca das 24 h do dia 03 de Maio de 2007, através de ligação telefónica da GNR de Lagos a este Piquete, foi comunicado o desaparecimento de uma menor, cidadã Inglesa.

Deslocamo-nos para o local para proceder à necessária inspecção judiciária.

Perante o facto, o desaparecimento de uma menor, a investigação "desenhou" os diversos quadros possíveis.

Desde logo que os pais da menor atribuíram o facto (desaparecimento) a uma acção de terceiros, defendendo o RAPTO.

Muito embora fosse um dos cenários possíveis, os procedimentos da família foram de modo a conduzir nessa direcção, através de um acção de publicidade do facto de um modo nunca antes visto.

Na verdade, no dia seguinte, as televisões inglesas ao "abrirem" os seus noticiários já publicitavam o desaparecimento/rapto da menor.

A defesa deste cenário foi, para a comunicação social, a 'verdade' dos factos em investigação.

O tempo decorreu sem que tal cenário se confirmasses no 'cumprimento' dos seus pressupostos. Nunca foi apresentado qualquer tipo de pedido de resgate em troca de informações ou da própria criança.

Porém e face ao depoimento de um dos amigos, Jane Tanner, poderíamos estar perante tal quadro.

Entretanto as diligências continuavam de modo a recolher todo o tipo de informação e sempre na perspectiva de se poder trabalhar todos cenários, ainda, possíveis.

***

A informação recolhida, de inicio, junto dos familiares e amigos foi incerta e "trabalhada", pelo grupo, de modo a dar força a versão apresentada e defendida.

Seguido a versão dos pais e do GRUPO, foram jantar, e todos deixaram os filhos, a dormir, nos respectivos apartamentos.

Os elementos do grupo efectuaram uma reunião em que acordaram determinadas regras que sustentavam uma versão de acompanhamento continuo das crianças, enquanto jantavam.

Encontra-se junto aos autos, um manuscrito de um elemento da grupo que dá, consistência a esta tese.


Livro de criança rasgado, com 2 versões dos horários
elaborado pelo Grupo antes da Policía ter sido chamada

Estes princípios que, deste modo, foram partilhados por todo o grupo leva a que perante a opinião público inglesa todo o GRUPO esteja sempre ilibado, impossibilitando qualquer acontecimento anormal que pudesse superar os trinta minutos, uma vez que todos concordaram ser esse o tempo em que foram realizadas vigilâncias ás crianças.

A versão de que alguém da grupo, de 15 em 15 ou de 30 em 30 minutos se deslocava aos apartamentos para verificarem de que tudo estava bem, cai por terra!

Das declarações de todo o GRUPO resulta uma total incoerência, face à qual se verifica, facilmente que todos mentem.

Podemos verificar que um dos elementos do grupo querendo dar consistência à versão grupal da vigilância, lhe dá um toque pessoal: as verificações às crianças eram efectuadas de duas maneiras, uma, só para ouvir se alguma chorava e em caso de silencio tudo estava bem e a outra verificando mesmo.

Na sua vez de verificar as crianças, um dos elementos do grupo, o Matthew, terá feito assim, pois até disse à Kate que estava tudo bem, não especificando. A Kate lembra-se deste pormenor.

A verdade, no entanto, é que esta informação leva a investigação a vaguear, a perder tempo e recursos.

Não é entendível que esta informação seja prestada de inicio e mantida ao longo de todo o tempo, apesar de, qualquer um, poder verificar os prejuízos dai resultantes para a investigação.

Volvido todo este tempo a versão mantém-se!! A par da afirmação pública e martelada de que o que mais querem é "ajudar a investigação".

A investigação teve de assumir a incorrecção da informação e sair em frente.

Daqui só resulta:

Se alguém foi ver as crianças e estava tudo bem o desaparecimento verificou-se entre as 21.30 e as 22.00 horas;

Se a informação não contasse com tal testemunha (?) então o desaparecimento ocorreu entre as 21.00 e as 22.00 h, alargando o período (partindo do principio de que o pai fala verdade);

Há no entanto uma outra questão sobre o horário, que é:

A última vez que a criança foi vista fora do GRUPO, por alguém que possa provar esse momento, foi por cerca das 17.35 horas, quando os pais a foram buscar ao infantário / creche, o que poderá aumentar o hiato de tempo, entre o desaparecimento e o alerta, para quatro horas.

***

Na continuação da análise à informação prestada temos que um dos elementos do GRUPO veio a ser uma testemunha, pretensamente importante, Jane Tanner, pelo que nos transmitiu: VIU alguém à hora do jantar atravessar a rua: do local do desaparecimento, na direcção da casa de Robert Murat.

Esta informação direccionou e ocupou o trabalho dos investigadores durante largo tempo. Este pode ser a exemplo de como uma informação que não é correcta pode, não só atrasar, como pode ter levado à perda da menina.

Através de insistência na informação vieram-se a traçar cenários de desconformidade da mesma com a realidade, mas que não impediu a realização de um trabalho demorado e intenso à volta daquele arguido.

De igual modo podemos verificar a discrepância sobre o assunto nas declarações de Gerald e da Jane. Como passaram a escassos dois/três metros um pelo outro e não se viram; podem posicionar-se num espaço tão reduzido entre ambos e não conseguem ver a mesma pessoa passar: melhor um vê e outro não.

Mesmo o local onde, supostamente, se teriam cruzado não é muito bem definido por ambos.



Aqui faço um pequeno intervalo no relatório e introduzo um extracto do testemunho, bem como o croqui, de Jane Tanner, feito no dia 4 de Maio de 2007, que descreve o alegado avistamento do raptor. É este o testemunho que serve de base à tese do rapto, defendida pelos McCann e o grupo.



(...)Normalmente em cada 15 minutos uma pessoa de cada apartamento vai aos quartos (1) das respectivos filhos para ver se está tudo bem com eles. Durante o jantar tudo correu bem. As pessoas estavam bem dispostas. Recorda-se que, pelas 21h10m, o Gerald McCann saiu do Restaurante (3) tendo ido ao apartamento para ver as crianças. Cinco minutos depois saiu a depoente, tendo-se deslocado ao seu apartamento para verificar se estava tudo bem com as suas filhas. Nessa altura reparou no Gerald McCann a falar um cidadão inglês, de nome Jez, que conheceram nestas férias. Jogava ténis com eles. Passou por eles sabendo que o Gerald McCann já tinha estado no apartamento (1) a ver os filhos. Entretanto reparou num homem (*) a passar com uma criança ao colo (**) com um passo apressado, tendo sido esse pormenor juntamente com o facto de a criança estar vestida com um pijama sem estar "embrulhada" com uma manta, que lhe chamou a atenção. Só o conseguiu ver de lado com a criança nos seus braços. Apercebeu-se da presença do indivíduo exactamente quando acabou de passar pelo Gerald McCann e o Jez, que conversavam, tendo visto essa pessoa a sair do passeio que delimita o bloco de apartamento (1) onde residem, tendo rapidamente atravessado o cruzamento A entrada do prédio de apartamentos (1) faz-se exactamente no local (rua) de onde apareceu o referido indivíduo. Após ter ido ver os filhos regressou as Restaurante. No regresso o Gerald McCann já não se encontrava a conversar no local onde o tinha visto. Quando chegou ao Restaurante (3) já estava o Gerald McCann acompanhado da sua mulher Kate Healy.(...)

Segundo o croqui elaborado pela Jane Tanner o que temos é algo assim. Só que no período nocturno.


ilustração do testemunho de Jane Tanner

Mais tarde no relatório final da PJ será dito o seguinte: «A proximidade física, real e efectiva entre Jane Tanner, Gerald McCann e Jeremy Wilkins, no momento em que a primeira passou por eles, e que coincidiu com o avistamento do suposto suspeito, transportando uma criança. Resulta, a nosso ver, inusitado que tanto Gerald McCann como Jeremy Wilkins, não a terem visto, nem ao alegado raptor, apesar da exiguidade do espaço».


Continuemos com o relatório:

O momento escolhido pelo testemunha Jane para prestar a informação do que tinha 'visto' e a explicação para tal momento é irreal, ou seja não será facilmente aceitável que qualquer testemunha (do grupo) ao ver alguém com uma criança ao colo afastar-se da casa dos McCann, não tenha, imediatamente, agido ou falado, sendo certo que a própria descrição da pessoa vai sendo sucessivamente alterada e "aperfeiçoada". Não resulta, assim, grande credibilidade neste depoimento.

***

Até ao momento estivemos na análise de pequenas distorções na informação inicialmente transmitida, verificando-se 'pequenas' alterações à verdade relacionando-as com a investigação e a direcção a que obrigaram.

A investigação não andou a mando nem ao sabor de quem quer que fosse: a informação familiar e 'grupal' que neste tipo de crime é fundamental, foi sempre distorcida.

Face ao facto das pessoas serem estrangeiras impediu, até hoje, uma recolha de informação directa sobre as pessoas do GRUPO.

***

Os pais da menor vivem numa sociedade, a inglesa, conhecida através da imprensa em casos relatados, como muito exigente. A profissão de ambos a medicina, completado pelo facto do pai ser cirurgião, faz aumentar este grau de exigência e o consequente cansaço.

Numa sociedade identificada, a inglesa, internacional e mediaticamente, como exigente e com muitas e apertadas regras para determinar essa 'exigência' obrigará a que as pessoas descansem; façam uma paragem profissional: gozem férias.

A profissão de Gerald McCann é a de cirurgião cárdio vascular. Em muitos momentos da sua carreira profissional teve de decidir em milésimos de segundo, o que lhe 'atribui' um frieza e, certamente, provoca um cansaço acrescido.

O gozo de um período de férias supõe um descanso, através de práticas não usuais e de uma liberdade e isenção de horários.

A vida social num tal período de férias, no caso presente, é facilitado pelo facto de terem viajado em grupo.

Mas essa vida social pode, de algum modo, ser tocado pela presença e necessidades de acompanhamento, constante, das menores.

Este facto e necessidade constata-se através da entrega dos filhos nos respectivos infantários e creches (adequados às respectivas idades). O tempo de férias não é partilhado entre os pais e os filhos.

***

O DIA 03 de Maio de 2007 tinha decorrido, até cerca da hora do jantar, de um modo natural face ao tipo adoptado. Após terem ido buscar os filhos ao infantário e à creche dirigiram-se para o apartamento, pouco depois das 17.35 h. Mas..., a Kate foi correr meia hora à praia e depois foi para o apartamento e .... o Gerald foi jogar ténis.

Enquanto durou o jogo de ténis apareceu um elemento do grupo [nota: fixem esta parte, e o nome do elemento David Payne] que esteve em contacto com a Kate, no apartamento num período de tempo que terá mediado entre os 30 segundos, segundo a versão de Kate, e os 30 minutos, segundo a versão do Gerald.

Em trinta segundos podemos perguntar se está tudo bem e se é necessário algo, pouco mais.

Em trinta minutos podemos avançar e fazer algo que necessitem de nós...

Deitaram e adormeceram os menores, por cerca das 19.30 h. Mantiveram-se em casa até cerca das 20.30h indo de seguida para o restaurante 'O Tapas'. Do grupo foram os primeiros a chegar.

Após estar todo o grupo à mesa, e a dar inicio à refeição, começaram as "visitas" às crianças de um modo que não é coerente nem aceitável, não podendo ser confirmado e que só o grupo defende, no tipo 'versão única'.

Embora afirmem nos autos que a sua posição estratégica no restaurante "O Tapas" lhes permitia, a eles McCann, ver o apartamento onde deixaram os seus filhos menores, a dormir, pelo exame ao local afigura-se falso.

De notar, ainda, pelo exposto nos autos, que tudo aponta para que as suas posições na mesa era de costas voltadas para o apartamento.


Para entenderem qual a "visão" possível do apartamento, onde os McCann deixaram os três filhos, todos com menos de 4 anos na noite de 3 de Maio de 2007, apresento a fotografia 1 que mostra onde os McCann e o grupo de amigos estavam sentados a jantar e a fotografia 2 que demonstra a impossibilidade de se poder vigiar as crianças, ou fosse o que fosse desde o "Tapas".


 


Naquela NOITE, por cerca das 22.05h, segundo a versão da mesma, foi a vez da Kate se dirigir ao apartamento para verificar a crianças, coincidindo com o fim do jantar, ao qual tinha chegado por cerca das 20.30h.

Voltou, assim, ao apartamento cerca de uma hora e meia depois, espaço de tempo durante o qual esteve sem ver os seus filhos.

Demorou cerca de 10 minutos. Depois apareceu no restaurante e comunicou aos restantes elementos o desaparecimento da filha Madeleine.

De notar que a Kate bem sabia que, deslocando-se como o fez novamente ao restaurante deixaria os dois gémeos, Amelie e Sean, na mesma situação de perigo.

Não se compreende que não tenha utilizado o telemóvel para chamar Gerald ou o grupo ou, mais simples, que tivesse vindo à varanda de onde poderia ser perfeitamente audível pelos elementos do grupo.

***

As autoridades, GNR, foram alertadas por cerca das 22.40 e foram encetadas, pelos populares alertados, buscas para procurar a menor.



(continua)


Relacionado

Testemunho Kate McCann - 4 Maio 2007

Testemunho Gerald McCann - 4 Maio 2007



English translation of the Intercalary Report at The Maddie Case Files



45 comments:

  1. I only a few moment ago began to read this report. I realised I had read it previously. The following statement, I puzzled over last time around:


    'The last time that the child was seen OUTSIDE of the group, by SOMEONE who can PROVE that moment, was at around 5.35 p.m., when the parents went to pick her up at the crèche, which may widen the time lapse between the disappearance and the alert, into four hours.'


    ---

    Perhaps someone here has a thought on this. You see it was my understanding that David Payne, who IS part of the group, saw Kate and the children (all bathed and dressed in pyjamas, looking like little angels) around 6:30 p.m.

    Are we to take it that David Payne's statement in this regard was not given credence, that there is doubt over it?

    A.Miller

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  2. A. Miller, the last person OUTSIDE of the group who saw M alive, was apparently the nanny who took care of M during the afternoon.

    Mr Payne was the last person INSIDE the group - apart from Mr McCann - to allegedly see M alive, but he cannot prove it. It is confusing enough to compare Ms Healy's version of that visit (cf. her statement dated 06.Sept.2007) with Mr Payne's version - the little white angels.

    I would agree with the PJ that, as far as the official files 'tell' us, the last independent witness OUTSIDE of the group that saw M alive was the nanny at the crèche.

    There is doubt thrown over the crèche records and the nannies, but that seems to be mainly a discussion in the forums.

    There is nothing in the official files to indicate that the PJ's investigation team ever doubted the nannies, or the veracity of the crèche records.

    Hence the intercalary report's mention of the last time that someone OUTSIDE of the group saw M was at around 5.30.

    Of course, the final report gives full credence to Mr McCann's deposition, as it narrows down the time of events to between 9.05 and 10 p.m., clearly based on Mr McCann's statement that he saw his daughter asleep in her bed during his 9.05 visit.

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  3. Hi Astro,

    Thank you for that.

    Indeed David Payne cannot prove it. As you say, to tie up his version with that of Kate McCann's, even more confusing.

    The rogatory statements also, cast doubt on this visit by David Payne to Kate McCann. His wife Fiona, who thinks she saw him at 6:.30 on the tennis courts, also thinks she might not have.

    David himself does not appear to know at what point in time Gerry McCann asked him to make this check. The others who David Payne walked with from the cafe on the beach to the tennis courts, don't appear to know when it was possible for Gerry to have had this conversation with David, nor do they know when David popped off to visit Kate. Strange when they all hurried back, from the cafe so as not to keep the tennis tournament from going ahead as planned, especially when it was brought forward to a time to suit the needs of the group?

    Surely someone would have noticed they were a man 'down?'

    More puzzling is why Gerry felt there was a need for someone to check on his wife and children.

    Would it not have been more appropriate to do so himself?

    If Kate required assistance of some sort, Payne would have had to return to Gerry at the tennis courts to relay the message. A preventable delay if Gerry had checked on his wife and kids by himself.

    Which begs the question, did they not carry their mobile phones during the day to keep in contact with each other?

    There really does not seem to be any believable reason as far as I can tell, as to why Gerry McCann would ask a member of the group to check on his wife and kids.

    Regards
    A.Miller

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  4. A Miller -

    You question are more than pertinent - they are super-pertinent!

    It is simply incredible that these people who were part of a holiday group where a child had gone missing, would not in the immediate aftermath have scoured through their memory of the last day searching for clues as to her disappearance and thus imprinting on their minds most firmly all the details of what they did that day.

    But is that the impression one gains from the interviews? No it is not!

    If I recall correctly, the initial police report of their first interview with DP gave no indication of his pre-dinner visit to the McCann apartment. There were also discrepancies about how long the visit was supposed to last.

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  5. Gerry checks at around 9:05/9:10, all is OK, but he later says that, in hindsight, he's convinced that there was alredy someone hidding inside the apartm when he visited.
    Then , Oldfield makes a sort of a check at 9:30, he only sees the twins, but assumes all is OK and tells so to Kate.
    If we are to go with Tanner's account of a man with a child passing on top of the street at around 9:10/9:15, and that he was the abductor who took Madeleine out the window, as the McCanns firmly believe, then, when Oldfield made his check, the kiddnapping had alredy ocurred! The window MUST have been opened on Oldfield's visit, but he does not see it! All is OK, he said, he noticed nothing unusual, no draft, no cold night air, etc. Coincidently, Tanner passes close to the door and window of 5A on the way to her apartm., but does not notice the open window, curtains flowing, etc. It is very unlikely she would miss that!
    When Kate checks at 10:00 the window is up and open.
    What to make of all this? If Tanner is right then the window had to be open when she went to check on her children but she does not see it, it had to be open when Oldfield went to 5A, but he too does not notice it. If the kiddnapping happened AFTER Oldfield's visit(9:30) then Tanner's Bundleman CANNOT be the abductor and there goes the "credible witness" Jane Tanner out-the-window ( no pun intended)!
    And in view of all this, and of all the doubts and concerns expressed in the intercalary report about the behaviour and declarations of the group, HOW COULD A RECONSTRUCTION NOT HAVE BEEN MADE???

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  6. Este relatorio e bombastico e expressa a opiniao dos investigadores na altura, com tudo a fresco, o que lhe da mais credibilidade.

    Nao percebi aquela alusao a inseminacao artificial com a familia a transformar-se em 5 e nao 3. Querera dizer que os embrioes dos gemeos foram concebidos na mesma altura em que foi a Madeleine, mas foram guardados e implantados mais tarde?

    Os rascunhos mostrando a combinacao das horas, sao prova mais do que evidente que o rapto foi uma fabricacao. Estes rascunhos somados aos exames forenses davam tribunal obrigatorio e prisao para o casal e provavelmente para os amigos, em qualquer pais do mundo onde a justica funciona com isencao. Esta provado que a justica portuguesa e uma fraude, que esta ao servico de grupinhos e nao serve nem respeita os portugueses.

    Choca-me ouvir o PGR, sempre de forma evasiva( ja repararam que ele nunca encara de frente as camaras e os jornalistas quando lhe fazem perguntas sobre este caso)? Pois e, choca-me ouvi-lo dizer que o caso so sera re-aberto se houver dados novos. COMO E POSSIVEL TER ARQUIVADO O CASO COM TANTOS DADOS VELHOS, TAO IMPORTANTES E TAO FACTUAIS? estes rascunhos, sao factos, nao sao fabricacao dos Media nem da Pj, nem dos vizinhos com mau intimo. Quais sao os dados novos que ele espera? so se for o corpo da miuda encontrado debaixo da cama dos Mccann... porque mesmo que um deles confesse ou que uma operacao de busca a casa de Rothley, revele factos que coloquem Maddie na vida dos pais depois de 3 de Maio, este PGR vai ignorar tudo. Acho que a justica portuguesa fez tanta" borrada" e nao e da PJ que falo, mas sim dos procuradores, dos juizes, da chefia da PJ, do PGR, que agora admitirem o erro seria catastrofico. Acabavam todos afastados das funcoes judiciais ligadas ao estado.

    E uma vergonha que no mesmo pais, o Juiz Rui Teixeira seja perseguido por ter tido a coragem de validar factos e transformar aqueles que se julgam elites, em cidadaos normais e transforma-los em arguidos. HA UMA TOTAL INVERSAO DE VALORES NA NOSSA JUSTICA. Espero que os partidos da oposicao, agora com mais voz, representem e respeitem os cidadao que votaram neles, indignando-se e exigindo a re-abertura do caso Maddie.

    Madeleine tem direito a justica e nos temos direito ao esclarecimento de toda a verdade. Comeca a ser dificil esconder por mais tempo, que ha uma verdade que nao querem que seja sabida pelo povo.

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  7. Ilustrativa fotografia: Como estao felizes e sorridentes no dia de aniversario da filha, desaparecida. E uma missa? Parece uma ROMARIA com o arraial bem perto. A avaliar pelo tamanho dos sorrisos e a boa disposicao da plateia, o abrilhantador do arraial so pode ser Quim Barreiros.

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  8. Anon.«Nao percebi aquela alusao a inseminacao artificial com a familia a transformar-se em 5 e nao 3. Querera dizer que os embrioes dos gemeos foram concebidos na mesma altura em que foi a Madeleine, mas foram guardados e implantados mais tarde?»

    Geralmente quando as Mulheres fazem tratamentos de fertilidade ficam mais férteis, passo a redundância, e neste caso especifico o que quer dizer é que enquanto que a Maddie foi fruto de uma fertilização in vitro, os gémeos, por Kate ter estado em tratamento hormonal, foram digamos, um fruto do acaso.

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  9. to A. Miller

    There is one big key question I have

    "Who" bathed Maddie and the twins ???

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  10. The police files aren't dismissing David payne's statement that he checked on Kate. They are merely saying that the last person to confirm seeing Maddie, outside of the tapas group was at the creche.
    Although, I understood even the creche diary was suspicious in its entries.

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  11. A. Miller: "There really does not seem to be any believable reason as far as I can tell, as to why Gerry McCann would ask a member of the group to check on his wife and kids."

    Except that it was bath time & we all know about DP and bath times...

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  12. Tanta estima pela filha que nem se importaram de rasgar o livro de historias para servir de rscunho.

    Tudo somado, o que havia na altura nao era so negligencia, era tambem desamor. O que ha agora, e culpa e remorso.

    Kate nao se queixava que o marido nao ajudava nada com as criancas? Tambem nao sabia o valor afectivo que um livro tem para uma crianca. Pequenas coisas a que um bom pai da valor e um mau, nem sequer equaciona. Qualquer pai no meio do turbilhao de dor que e perder um filho, guarda todos os seus pertences, religiosamente, intocados, porque assim engana a dor e tem por momentos a ilusao de que o filho ainda ali esta. Eles quiseram foi safar a pele, o mais rapido possivel. Julgaram que estas coisas nunca seriam sabidas e agora tem a lata de vir a Portugal pedir aos portugueses que continuem a procurar a fillha que eles nao guardaram nem sabem respeitar.
    Eu neste momento ja duvido que ela tenha desaparecido na noite de 3 de Maio. Parece-me que tera sido antes e por isso tiveram tempo de limpar e contaminar a cena do crime.

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  13. EXACTLY!

    There is one big key question WE have

    "Who" bathed Maddie and the twins ???

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  14. A Miller said:

    "There really does not seem to be any believable reason as far as I can tell, as to why Gerry McCann would ask a member of the group to check on his wife and kids."

    What if it was a kind of alibi to make everything look kosher? E.g.if Maddy was supposed to disappear not long after Payne's visit but the alarm not raised till much later.
    As I recall, Rebelo wasn't too interested in the Paynes at the time of the rogatory interviews.

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  15. An anonymous poster asked why no one apparently saw the open window before 10 pm.
    Maybe Kate opened it.

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  16. If Gerry went to play tennis at 6.00pm, why ask Payne to check on Kate and his children at 6.30?
    Was 5A an intensive care at that time, Kate and the children very ill?

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  17. Gerry came in the room, looked down at Madeleine and saw how beautiful she was...

    On their documentary, Kate opened the door and wondered
    "Is that Madeleine? "
    It was so dark!

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  18. Mathieu (Belgium), Dr. David Payne could answer your question ("sucking on his fingers, pushing them into the mouth and pulling them out again, while his other hand traced a circle around the nipple, with a circular movement")
    He is one of 7 (or 8?) witnesses.
    Who can tell me how many people were "tapas 9" from the very beginning PLEASE?

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  19. http://truthofthelie.com/2008/07/payne-suspected-of-paedophilia/

    NOT ABDUCTION!

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  20. Kate was probably wearing sun glasses, at 10.00pm

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  21. Yes, very little makes sense, does it? This whole thing has all the hallmarks of a thoroughly prepared plan that was thrown into chaos by an unexpected development.
    The kind of thing that happens in films like "Lock, Stock, and Two Smoking Barrels."
    Result - mayhem!

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  22. It's a pity all these things have escaped Dave Edgar's watchful eye.

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  23. God forgive me for thinking that the birth of the twins made Madeleine expendable in her parent's eyes. These thoughts enter my head because of the lack of concern shown by the parents and their preoccupation with only themselves. This report should be front page news.
    Don't kid yourselves, the parent's don't have any remorse. They are fully committed to making a career out of their daughter's demise.
    I think it is a waste of time trying to analyse these checking times, like the report says, the only thing you can conclude is that they are all lying. The justice system in Portugal needs a complete overhaul.

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  24. Anonymous said...
    'It's a pity all these things have escaped Dave Edgar's watchful eye.'

    Dave Edgar doesn't seem to be the slightest bit interested in the doings of the Tapas 9, other than in the 'fact' that Jane (who he says is a reliable witness) says she saw someone carrying a child wearing white/pink pyjamas and with bare feet (the child, of course, not the man).

    Unfortunately this excellent description of the man plus child is rather thrown into confusion by the fact that with there being only light from a street-lamp it would be hard to see such detail and especially such definite colours. Most people find it very difficult to pick out colours under such lights. Plus the fact that Jane says she saw Gerry and Jez W standing on what Gerry says is the wrong side of the street; if she got that wrong, and according to Gerry she did, then what does that say for her powers of observation? I presume Jez Wilkins must know where he was standing; does he agree with Gerry on this?

    The other interesting point is that neither Gerry nor Jez saw Jane at all; that's also something you'd think would also give Dave Edgar pause for thought, but as I said, Dave doesn't seem interested in all these details. He seems very credulous for such an esteemed ex-cop, though at least he HAS pointed out the value and reliability of low copy number DNA. I wonder if he has discussed this type of DNA with his employers?

    The whole case is bizarre beyond belief; it's hard to believe all these people are real.

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  25. Rebelo, he was a terible disappointment! I had felt sure he would clear the mystery...but he was just a political placement.

    Look at theose pictures of the McCanns..such raw joy!

    How can anyone doubt that these people just arent normal!

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  26. There is much speculation that a 10th person was present.
    Dianne Webster was apparently single on the trip.
    Do we know anything about her husband?
    SoJ

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  27. When Rebelo or Rabelo became the coordenator of the investigation or even short before(still Amaral), the police added an investigator to the group who was specialised in sexual crimes.
    Only much later I realised why:
    the cadaver dog barked at the pyjama's T-shirt of Madeleine's and not at its trousers.
    You can see this on pictures on Amaral's book.

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  28. Dr Amaral has said that the checking routine was changed for that night when Madeleine disappeared.

    Whose idea was that, and why change something that had been working OK for them.

    Did the McCanns suggest this change or somebody close to them?

    On previous nights they had been checking about every half hour and only checking their own children.

    On the night Madeleine died it was changed to about every ten minutes with everybody checking everybody else's child as well as their own.

    If this change is true, then it may be pivotal as to what really happened that night.

    Was it suggested at the start of the meal, or even earlier?

    If there was any checking of the McCann's children by any of the others then they did not see Madeleine at all, as they said they merely listened to hear if the children were awake.

    Could they have seen the children without putting on a light, which no doubt they would not have wanted to do in case of waking the children?

    Yet Gerry says he saw Madeleine when he checked.

    As for Jane Tanner's account of what she saw regarding the man carrying the child, her story has changed with the telling and is not reliable.

    Yet it does give Gerry McCann an alibi, so she keeps getting rolled out and retelling it.

    It also gives her husband an 'alibi'.

    Dr Amaral has said it can easily be discredited as not true.

    Unlike the Smith party sighting, which does have credibility that a man carrying a look alike Madeleine child was seen by all of them, and Mr Smith saying he was 80 per cent sure it was Gerry McCanns doing the carrying, and heading towards the beach area.

    With that change in the checking on that very night when the child vanished, could it be that somebody was hoping this would help get them off a 'neglect' charge if something terrible had happened to Madeleine while the parents were absent.

    Which, of course, it did.

    Was the carrying of the child at that time of the Smith sighting important as well to the removal of a child, because that was the time when parents collected their children from the creche babysitting service, and it might not have been noticed as much as at other times?

    So, who really did suggest the change in routine and why?

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  29. 10.25,

    Tapas 10 is definitely the person who received the body that night.
    There as a Tapas 10, to help them and according to myself Tapas 10 was manipulated with a sad story about an accident when the parents were away and they were afraid to lose the twins.
    And the made up the abduction.

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  30. SoJ, I think dianne Webster and her husband live in a village north of Bedford. You can read DW's rogatory interview on themaddiecasefiles.com (link above) but anyway this is what she said about her husband (he wasn't on the holiday)

    DW: "Oh no, no and originally err my recollection is that the, the holiday that, that err we eventually went on err I think originally it was Fiona and Dave that err booked it and invited me and my husband along if we wanted to go on it. He didn’t want to go because its not his sort of holiday and then later on it err it grew that there was other, other people going along as well, which I was unaware of at the time and err I sort of said to Dave well you know if you’ve got friends going forget about me, you know, I won’t, I won’t come and he said no, no you must come along and so that’s how I came to be on the holiday.”

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  31. Dimsie
    Another curious thing about Dave Edgar is that he has made no comment at all about Donal McIntyre's claim that someone was seen driving a brown Nissan and acting suspiciously. Edgar was interested enough in the Barcelona Aussie Posh lookalike, it wouldn't be difficult to make some comment about the Nissan e.g:
    1. The investigators dismiss it as rubbish so the public should disregard it
    2. The investigators are grateful to Donal and are at least looking into it
    3. The investigators can't discuss it further due to "operational reasons."
    I wonder if anyone has contacted Edgar with info about the Nissan??

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  32. Possibly it's a bit confusing to talk about "Tapas 10" because there were only nine adults at the tapas bar, nine adults in the holiday party. But a tenth (eleventh, twelfth?') individual, a confederate of the McCanns who came to PDL that night (and left again) now there's a possibility.

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  33. Someone on previous articles posted that the "secret" behind the McCann's extraordinary connections and protection is related to Castle Craig, a private hospital in Scotland, specialized in the treatment of drug and alcohol addictions. It seems it is used by the military either from the U.K. and U.S.A., as well as the rich and famous. It's directors are Peter and Dr. Margaret McCann, and there is also a John McCann as finantial director, if you believe the coincidence! They have a branch in the Netherlands too.
    I had forgotten about it, but bells rang in my mind when I read in the U.K. papers about an odd question put to the british Prime Minister, Gordon Brown, by a BBC interviewer:
    -"Are you addicted to prescription painkillers?" !!!
    Where did that come from? If there's any suspicion that it might be the case, could this be the connection, the reason behind the assistance, the readyness of G.Brown to help out the McCanns?
    Are they indeed related to the McCanns which own Castle Craig? Has G. Brown ever been secretly admitted for treatment at C.C.? Was he pushed into helping to buy silence on this matter?...

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  34. In fact, yes, it's hard to explain why Gerry McCann would ask a member of the group to check on his wife and kids.
    It is imo as hard to understand that the only detail about M. they were able to mention was, on the 3rd of May, her asking about their not reacting to her cries the night before.
    It doesn't make sense, except if they felt some need to suggest M. was alive on that day.
    The PJ didn't suspect the nannies, but one had quite a strange behaviour afterwards.
    And Mrs Fenn proved she didn't mixed up dates when she heard a child cry (a "Daddy" which might have been "Maddie").
    A 4 yrs old doesn't cry in her bed during 75 minutes (unless she can't move for some reason), she gets up, goes to her parents' room, observes they're not home and enters into panic. If her siblings were the crying ones, she would have woke up for sure and looked for her parents as well.

    One thing I still don't know : it seems the cleaning team worked in the flat of the 3rd. I wonder whether they cleaned all rooms and were left alone.

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  35. I suspect Amaral feels some secret in the couddle cat and I was wondering what.
    There is a catholic rosary around its body and did Kate put rosaries around all Maddie's toys or was the couddle cat an exception?

    If it is an exception, why?

    That toy was (is ) smelling death but the police found it on Maddie's bed, that did not smell death at all.

    I can't imagine the parents put that toy on Maddie's corpse, still in the living room, and forgot to dress her up with the pajama's
    trousers.

    It is obvious the police gave it back to Kate, we saw it on videos.

    Could it be that the couddle cat got in contact with the body many days after the disappearence?

    And where is the pink blanket?

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  36. Payne one of the next witnesses(7)?
    Come on, he will never come to Portugal.
    Who told you that, Belgium?

    There were in total 9 people, the so called Tapas 9.

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  37. Is it a problem to be addicted to medicines?
    I saw that news in Holland, Brown being asked about this.

    I believe a lot, but a lot of people use drugs.
    What worries me is not the addiction but Brown's character.

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  38. 23.28,

    I don't think Tapas 10 came to Luz, that night.
    I think he lives or used to live there.

    And he is the key of this case.
    He received the body.

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  39. http://www.dailymail.co.uk/news/article-462487/Revealed-Secret-meeting-French-President-offered-Blair-EU-President-job.html


    What ever the initial involvement with Blair was on the 3rd May, was forgotten by Blair by June 17th 2007...The Mccanns could not have been further from his mind. So, when were all of these calls between Kate and the Blairs supposed to have taken place.?

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  40. About Dianne Webster's husband( Mr.Webster?):

    David Payne, in his rog interview said he had called Fiona's father on the night of 3/4 May to ask for his advice:

    ..."Err you know I made err a phone call at some stage in the evening to err Fiona’s dad back in the UK who I’ve got a lot of respect for and has given me very, a lot of very good advice because you know you certainly would never have believe that you will find yourself in a situation err like this and you know there was very able people who were there, you know. Everybody who was out there you know was very responsible and people that I would turn to but under the circumstances I don’t think anyone functions err particularly anywhere near a hundred percent and you know just looking to try and get some advice from someone outside the situation because you know we just didn’t feel that we could get this message across to err to anybody that she had been abducted.”"



    So, we know that according to D.Payne, his father-in-law, for whom he has great respect, was able to provide a lot of very good advice...which was quite helpful because none of them seemed to be able to get across the "message" that Madeleine had been abducted ( to the police, surelly)! Are we to inferr that it was Mr. Webster, all the way from England, that managed to get the "message" through?...how? Did he set the chain of high-profile contacts on the move till it reached the british consul in Portugal? His he "the" someone with "contacts/connections"?...

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  41. Cont.

    Mr. Webster was not the only trusty respected person Payne contacted in England for advice, on the 4th he also called SA, who is Fiona's sister husband:

    "Reply "The Friday, yes, err the, these were all in relation to you know what had been happening that, that, that day basically and to get advice from S. Again, you know, a bit like I said with err Fiona’s err father, you know he’s someone that I trust very well who was not with us at the time who would, who could think calmly and clearly and to just ask advice about you know what was going on, what were they picking up in the UK err you know what coverage was it getting, what, what, what did they know was going on, you know, could they feed anything back, we wanted to get any information that we possibly could, you know"...

    "01:26:10 Reply "Yeah, I mean err it may well have been SA gave us a contact of someone that was a friend of the family in Portugal who err could get us mobile phones because Kate and Gerry you know hadn’t got any contact, you know way of contacting, their batteries were running out or something like that so SA had basically said err you know there’s, there’s these people that we know there and you know that could have been it.”"

    Who/what is this man SA? He seems to have played an important role, he was the one who gave them the contact of someone in Portugal who gave them very good assistance, NEW MOBILE PHONES for Kate and Gerry!!!... if you can buy that crap of BOTH K. and G.'s phones had their batteries dead at the same time! Incredible!


    It is also worth (re)reading the bit of the rog. where Payne is asked about Yvonne Martin, oh, but have some aspirin close at hand, reading through all that gibberish answers gives one such an headache...

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  42. Cara Joana, quando escreveu:

    ..."a Maddie foi fruto de uma fertilização in vitro, os gémeos, por Kate ter estado em tratamento hormonal, foram digamos, um fruto do acaso."

    Significa que:

    Os gémeos foram concebidos "acidentalmente", de forma natural, de um acto sexual entre os pais, e que dessa vez Kate consegui engravidar sem "ajuda técnica" porque ainda tinha efeitos do tratamento anterior?
    Sempre tive a noção, se calhar errada, que os gémeos tinham sido concebidos por novo tratamento de IVF.
    Creio que neste procedimento se implantam vários embriões, e, em muito casos vários "vingam", dando origem a partos gemelares ou multigemelares. Os McCann como médicos decerto que estavam cientes desta alta probabilidade, mas, da maneira como está escrito no relatório dá a impressão de que o investigador pensa ou sabe que não foi esse o caso, que os McCann foram (des)agradávelmente surpreendidos por mais dois bébés em vez de um.
    Isto pode ter relevância para o estado mental de Kate, o stress de cuidar de 3 filhos de uma acentada, quando o desejado era apenas mais um, o proverbial "casalinho".
    Daí a peculiar pergunta 41, a da possibilidade de entregar Maddie a um familiar?
    Isto até pode não significar nada, mas é muito curioso...


    Obrigada, e boa-noite.
    Bom descanso.


    Rosie

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  43. Duh, if your mobile's battery is running out when you're abroad you can charge it up, you don't need to ring someone in the Uk to arrange for you to get a new mobile, WHAT IS PAYNE TALKING ABOUT?

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  44. Eu sempre supus que tivesse acontecido um acidente fatal durante a tarde de 3 de Maio 2007. A hipótese de a criança estar sedada (porque os gémeos aparentavam estar) aumentou imenso esse risco. Ou se afogou durante o banho e o sangue encontrado foi o resultado de uma tentativa de reanimação ou a criança deu uma queda aparatosa (fora ou dentro do apartamento), ou ficou-se com a medicação (embora improvável esta última). O comportamento ambíguo e censurável dos pais, aumentou a suspeição de negligência. Durante a investigação todas as pistas foram consideradas. Se foram marcados odor e sangue nos mesmos sítios, e consequente recolha de provas, então a investigação redirecciona-se, e bem, para homicídio. As primeiras perícias também. Outra nota importante: não morreu ninguém no apartamento, nem no carro alugado. Seria então a criança? As probabilidades subiram e o caso aqueceu. Sendo a criança, há uma coisa que sabemos: o corpo foi escondido para que não se possa descobrir como perdeu precocemente a vida. Um acidente, por mais horroroso que seja, não leva a ocultação de cadáver, a menos que os pais tenham muito a perder com os resultados da autópsia. E isso deixa-nos com imensas dúvidas relativamente ao carácter dos pais e de todos os outros intervenientes neste desastre. Há um pacote ilimitado de crimes correlaccionados, neste dossier tão especial, que se dá para o torto, haverá muita gente em maus lençóis. E é por isso que o desespero deste casal os levou a disparar em todas as direcções, com intimidações judiciais, encerramentos de blogs, sites, mordaças à esquerda e à direita que se revelaram perversos no sentido de terem aguçado, ainda mais, o interesse público. A fornalha está a arder e precisa de ser alimentada, vamos ver se com os Pais e Associados ou com os Capítulos Malditos de Gonçalo Amaral. O Ministério Público e a Polícia Judiciária nunca mais deixarão de estar assombrados por esta "lenda inglesa", a menos que façam algo que os dignifique mais, enquanto Instituições. Nesta perspectiva, a reabertura do processo seria o ideal. Continuamos à espera.
    A.

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  45. A mim, sempre me assaltou a suspeita de que a criança, eventualmente já sedada, se afogou durante o banho, enquanto o adulto responsável estava momentaneamente distraído, por exemplo, a atender um telemóvel.
    Curiosamente, não sei se a PJ alguma vez pensou nesta hipótese; eu nunca li nada acerca dessa possibilidade, para além do comentário acima escrito. Também não consegui nunca ver descrito o apartamento dos Mc Cann, mormente no que respeita à tipologia da casa de banho. Haveria banheira tradicional? Ou simplesmente uma base de chuveiro? (note-se que, mesmo nesta, uma criança fortemente sedada pode afogar-se, desde que o ralo esteja tapado!). Enfim, que dessa ou de qualquer outra maneira trágica se perdeu a vida da uma criança inocente, disso não me restam, infelizmente, quaisquer dúvidas. Qual rapto, qual carauça! O resto, todo este folclore, pedidos de indemnização (que lata!!) etc... tudo é fogo de vista, é o ser humano na sua mais inconcebível hipocrisia e feiura moral. Vejam o riso franco, nas fotos deste artigo, de um casal que perdeu uma filha há 4 dias!

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