12 September 2009

State of Affairs: Laundering of a Disaster

The "secret meetings" held between the Minister of Justice, the President of the Supreme Court of Justice, the Attorney General of the Republic and the President of the Lawyer's Order, at this stage of the legislature, can only serve the interests of government.
'The Four Just Men' courtesy of Mr. H. at The McCann Gallery

Put in another way, it is not the judges, the prosecutors and the lawyers who benefit from these meetings. And even less the Justice. Naturally these important figures of the regime have the constitutional right to assemble when they want and with whomever they want. But they should not say that it is in the interests of the corporations which they represent or to solve the problems of Justice. I believe that it's good to step on the red carpet spread out by the Minister of Justice.

From the standpoint of the political side of Justice and in an analysis of pure political science, Alberto Costa, Minister of Justice, who spent his life lambasting and trouncing the doers of Justice, who contributed greatly to the tarnished image of the judicial power and to the accentuated down-fall of confidence among citizens, leaves the building carried out on shoulders and with a standing ovation. The attention gives him a triumph that he did not deserve at this point in time.

It is pernicious to the image of the judicial power the consensus that they try to convey publicly, when the judges were the target of the biggest attacks in living memory, to their pride, their honour and their competence. The laundering disaster of the policies for Justice done by this government is done and achieved. The 'associates' for the laundering party could not be better.

Notice the logic of their behaviour. First they break the backbone of corporations [Judicial], discrediting, hurting their dignity, reforms are made that in no way improve the efficiency of justice and are against the addressed classes. After the house of Justice is dismembered and disorganized, and those that are the direct responsibles for the disaster are on their way out, nothing better than the alluring charm of a cosmetic operation. The only thing missing was coming out of the meetings holding hands and hopping.

The broad smile on the face of these important men, captured by television images, is the demonstration of the success of the meetings. That is why the meetings should not stop. I beseech you to not take away from us this pleasure or the hope that is deposited in you.

But beware of the political exploitations which are not good for Justice. I know, may I be blind and deaf, that those do not exist.

Until a next meeting, one where I hope to not be blind and deaf.

Rui Rangel, Judge

in Correio da Manhã

read as well:

'The Magnificent Four'

'State of Affairs: Again the Justice Forgotten'

6 comments:

  1. A reforma da justiça é uma urgência e não tem que ver com o caso Madeleine McCann, tem que ver com os nossos direitos fundamentais.
    São os mesmos que fazem as lei que beneficiam com a sua morosidade e ambiguidade. Nós pagamos a conta. Se a Medicina tratasse os doentes como os Tribunais (morosidade, adiamentos, contas loucas) os doentes já tinham morrido. Mas eu não vi ainda uma manifestação à séria a pedir a reforma da justiça. Contra a saúde vejo muito. Viremo-nos também para a justiça.
    Temos que participar mais na vida publica do nosso pais. O poder, apesar de não ser óbvo, não está numa minoria elitista e endinheirada, está em nós que somos muitos mais. Vamos para a rua, manifestemo-nos com cidadania mas saiamos da rota amorfa da indiferença.
    Alexandra

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  2. E ocorre-me aqui outra ideia pertinente, todos nós sabemos como os tribunais em Portugal são lentos e morosos. Ainda não estão resolvidos casos antigos como a Casa Pia, O Apito Dourado,Operação Furacão, BPP, BPN entre outros mas os McCann já conseguiram obter resultados num curto espaço de tempo. Ora, isto é verdadeiramente suspeito.
    Alexandra

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  3. E verdade Alexandra. A Providencia cautelar e pedida em Maio. Pelo meio metem-se as ferias judiciais e no inicio de Setembro sai diferido o pedido dos Mccann. Muito suspeito. Esta juiza trabalhou arduamente nas ferias, ou nem precisou... a decisao foi imediata!
    Depois, ha poucos meses, umjuiz de Barcelos decidiu enviar para a Russia Alexandra, a menina Russa. Levantou-se um furacao na opiniao publica nacional contra o juiz, com figuras publicas a tomarem posicao. O juiz, por causa disso sentiu necessidade de justificar a decisao. Foi crucificado e foi-lhe instaurado um processo porque ele nao podia comentar nem justificar as suas decisoes.
    Comparemos com este caso: Nenhuma figura publica teve a coragem de dar a cara contra esta censura, a nao ser os directamente envolvidos. Os outros estao provavelmente pressionados a estar calados. Mesmo nao havendo alarido publico, a juiza do tribunal de Lisboa justificou publicamente os motivos da sua decisao. Entao a esta juiza nao lhe e movido um processo? Esta pode falar e o de Barcelos nao?
    Este e o pais fantoche com dois pesos e duas medidas.
    Mais... hoje voltou a cena da RTP, o caso Joana com a jornalista a admitir publicamente que Marcos Aragao tem um alvo a abater - G. Amaral, e com o advogado visionario a defender patetices e a ameacas. Entao num pais de direitos, podem-se perseguir publicamente pessoas, usar canais publicos de televisao, pagos pelos contribuintes, para difundir essas ameacas, e nao nos acontecer nada? Ainda nao vi a justica chamar Aragao a razao porque aquilo que ele anda a fazer as claras, nem a PIDE fez, as escuras, nos anos mais negros da ditadura. O que ele faz e um atentado aos direitos de personalidade de G. Amaral, de forma gratuita e vil e Portugal assiste a isto de bracos cruzados e pior, com a bencao de uma figura muito importante da justica portuguesa. O Bastonario da Ordem dos Advogados. BATEU NO FUNDO, PORTUGAL!

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  4. Proponho uma manifestação organizada. A primeira à frente da PGR com cobertura televisiva e de imprensa. Tudo dentro da lei mas com visibilidade. A segunda : S. Bento. Intenção: reforma da justiça. Reabertura do processo de Madeleine McCann. Direito de expresão.Temos que ser claros nisto. Temos que saber divulgar, escolher um dia que as pessoas possam aderir em massa. Mobilizemos os jovens: são muito generosos e com forte sentido de justiça.
    A democracia está doente. Este assunto já foi longe demais. Não é o poder que tem a força, somos nós, o eleitorado. Esta é uma altura de ouro, estamos em véspera de eleições. Temos que mostrar a quem nos representa que não alinhamos nisto.
    Alexandra

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  5. Acho boa ideia, a manifestacao Alexandra. Podera ser difundida por e-mail, tipo "passa palavra"mas e preciso alguem carismatico a organizar em Portugal. E bom lembrar que todas as manifestacoes tem de ser comunicadas a policia e julgo que e preciso uma autorizacao do Governo civil.
    Eu nao estou em Portugal. mas nao me importo de contribuir espalhando a mensagem Via E-mail ao maximo numero de pessoas.
    talvez um trabalho conjnto com Joana e Astro possa ter sucesso. Ha milhares de pessoas, em Portugal indignadas e nao me parece que haja nenhum prtido da oposicao com coragem para dar a cara. Sao todos covardes. Temos de ser nos, eleitores , a mostrarmos a nossa revolta.
    Porque nao uma accao conjunta com os ingleses que tambem nao concordam em frente da Embaixada de Portugal? Proponha a Tonny Benneth, a ideia.
    Pelo mundo, estamos com quem esta com a verdade e a justica. Por Madeleine e por todas as criancas.

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  6. Vamos para a rua. Estejam atentos. Cinjam os rins, é tempo de guerra!!!
    Let's go to the streets. Pay attention to the signs. War has already started.
    Alexandra

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