18 November 2009

Processo Madeleine McCann: Depoimento de Arul Gaspar

Este testemunho de vital importância foi feito a 16 de Maio de 2007 na esquadra de Polícia de Leicestershire, em Inglaterra. Só foi entregue à Policia Judiciária passados 5 meses, a 24 de Outubro de 2007, já o coordenador do caso Maddie, Gonçalo Amaral, tinha sido afastado. Tanto quanto se pode depreender do processo tornado público, este depoimento nunca foi averiguado pelo Inspector que o sucedeu no cargo.





Apelido: GASPAR
Outros nomes: ARUL SAVIO
Idade: Mais de 18
Data do depoimento: 16/05/07
Nº de Páginas: 5


Sou a pessoa acima designada e resido no endereço referido no verso da página.

Estas declarações são produzidas em relação à menina desaparecida, Madeleine McCann.

Actualmente, presto serviço, como médico de clínica geral, no SAINT CLEMENTS SUGERY, NECHELLS, BIRMINGHAM, estando aí a trabalhar há nove anos.

Madeleine é filha de Gerry e Kate MCCANN e as nossas famílias são amigas.

Conheço Kate desde 1987, altura em que nos encontrámos no DUNDEE UNIVERSITY MEDICAL SCHOOL [Hospital Universitário de Dundee], tendo-nos, então, tornado amigos. Mantivemo-nos em contacto durante todo este tempo e, de uma forma geral, reunimo-nos de 3 a 4 vezes por ano, falando regularmente ao telefone ou por e-mail.

Na altura em que, pela primeira vez, nos tornámos amigos, em 1987, Kate era, então, conhecida por Kate HEALY, facto este que se manteve até Kate se casar com Gerry, nos finais da década de noventa. Kate e eu acabámos o curso de Medicina em 1992, altura em que cada um seguiu a sua própria vida, uma vez que iniciávamos as nossas carreiras.

Depois de terminar o curso, comecei a minha carreira em EXETER e creio que Kate foi para GLASGOW (página um).

Só em 1997 ou 1998 é que voltei novamente a encontrar Kate. Nesta altura, eu estava casado com Katerina, tendo ambos sido convidados para o seu casamento com Gerry MCCANN.

A seguir ao seu casamento, perdemos novamente o contacto e creio que eles foram para a NOVA ZELÂNDIA.

Só em 2001 é que nos voltámos a encontrar, mas, desta vez, em BIRMINGHAM.

O casal visitou-nos na casa onde, então, morávamos, ou seja em ACOCKS GREEN, tendo esta sido, de facto, a primeira vez que falei com Gerry.

Creio que, nesta altura, Gerry e Kate estavam a viver em QUENIBOROUGH, LEICESTERSHIRE.

De 2001 a 2005, fomos mantendo contactos regulares e, de vez em quando, íamos de visita a casa um do outro.

Tínhamos marcado férias, na primeira semana de Setembro de 2005, para MAIORCA, ESPANHA, juntamente com três outros casais, entre os quais Gerry e Kate. Não conhecíamos os outros dois casais, uma vez que estes eram amigos de Kate e Gerry e nós nunca tínhamos estado com eles antes.

Todos nós tínhamos crianças.

Na altura em que fizemos estas férias, Katerina e eu tínhamos uma filha, Ellena, de 18 meses de idade.

Kate e Gerry tinham três filhos, Madeleine, com cerca de dois anos de idade, Sean e Ameli, ambos com seis meses.

Os outros dois casais eram Dave e Fiona PAYNE, que tinham uma filha, Lilly, com um ano de idade, e Stuart e Tara, que tinham dois rapazes, um com três anos e o outro com um ano de idade. Não me recordo do apelido de Stuart e Tara, nem dos nomes dos filhos deste casal.

Katerina e eu tínhamos feito a reserva para uma semana e os outros três casais para duas semanas. Ficámos todos juntos numa casa de férias [villa], que era grande. (página dois)

Muito embora todos nós tivéssemos chegado a esta casa de férias separadamente, Katerina e eu chegámos no primeiro dia da reserva, prolongando-se, pois, a nossa estada até ao final da primeira semana do período de férias de duas semanas.

Durante o período em que estivemos nesta casa de férias, recordo um gesto feito por Dave PAYNE.

Não me lembro de qual o contexto da conversa que, então, Dave e Gerry estavam a ter, recordando-me, contudo, vagamente de Dave usar o seu dedo indicador esquerdo para friccionar, com movimentos circulares, o seu mamilo esquerdo, enquanto colocava a cabeça do seu dedo indicador direito nos lábios, tocando-lhe ao de leve com língua. Isto passou-se durante uma refeição, ao final do dia, na casa de férias, e, muito embora não me lembre nem da hora nem do dia, posso adiantar que costumávamos jantar entre as 19h30 e as 21h00, todos os dias. Creio que isto se passou a meio das nossas férias.

Lembro-me de ver aquele gesto e de, de imediato, pensar que era de um extremo mau gosto, independentemente do contexto da conversa que, então, pudessem estar a ter. Estávamos sentados à volta de uma mesa de plástico, rectangular e de cor branca, no jardim da casa de férias. Não sei se mais alguém deu pelo gesto de Dave, para além da minha mulher, Katerina. A seguir a este episódio do gesto de Dave, não foram feitas quaisquer observações e, tanto quanto eu saiba, o gesto não se repetiu.

Durante o resto das férias, ninguém fez comentários acerca deste gesto e eu nunca mais pensei nisso.

Posso descrever Dave como sendo um homem de raça caucasiana, medindo 1,78m [5’10”], e de compleição física média. Nessa altura, teria trinta e muitos. Tinha cabelo castanho, com entradas, e usava óculos / lentes de contacto, dependendo das circunstâncias.

Posso dizer que Dave era uma pessoa agradável. Não me recordo de Dave ter quaisquer características marcantes (página três).

Durante as nossas férias, nunca vi Dave portar-se de forma inadequada com Madeleine ou com qualquer uma das outras crianças. Dave era popular entre as crianças, o que eu atribuí ao facto dele ser um amigo chegado da família.

Nunca desconfiei de Dave. A seguir às férias, houve apenas mais uma vez em que estivemos com Kate e Gerry e estando Dave e Fiona também presentes.

Foi num restaurante em Leicester, em Dezembro de 2005. Não me consigo lembrar do nome do restaurante ou da data exacta em que isto se passou.

Estávamos a ter uma tarde agradável, apenas os três casais, sem a presença de crianças.

Não me lembro de Dave se ter portado de forma inadequada nesta ocasião. Desde Dezembro de 2005 que não vemos ou falamos com Dave e Fiona, unicamente pelo facto deles serem amigos de Kate e Gerry e não por qualquer outra razão.

A última vez que vi Gerry, Kate, Madeleine, Sean e Ameli foi em Março de 2007, quando estiveram em minha casa de visita, na primeira festa de aniversário da minha filha Isobellas. Na manhã de sexta-feira, dia 4 de Maio de 2007, Katerina e eu tivemos conhecimento do rapto de Madeleine através de um noticiário na televisão. Ficámos chocados e muito preocupados, dado que os considero como amigos chegados.

Foi nos primeiros dias que se seguiram à notícia do rapto que nós nos apercebemos que Dave e Fiona PAYNE estavam também com eles em Portugal.

Foi nessa altura que Katerina manifestou alguma apreensão quanto ao gesto que Dave tinha feito em Espanha durante as nossas férias em Setembro de 2005. Katerina achou que Dave, ao fazer aquele gesto, se tinha estado a referir a Madeleine.

Só me apercebi de que Katerina também tinha visto o gesto de Dave (página quatro) nesta altura, dado que eu me tinha esquecido do episódio, nunca tal tendo sido, portanto, tema de conversa.

Na altura, não tive a impressão de que o gesto se tinha referido a Madeleine.

É meu desejo que a polícia fique ciente da minha preocupação em relação ao gesto feito por Dave PAYNE.

Assinado:


in: Processo 201/07.0 GALGS – págs. 3916 a 3920



English version can be read here.






3 comments:

  1. HOW SICK, just confirms my theory on this case and how it has been possible to cover this up. We can now expect more disruption from the scams supporters who are likely part of the whole story. They always stick together people of this nature, i know this from my professional experience.

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  2. Help I only speak English I am a simple soul but one who knows the Maccanns are lying help please translate you lot are so clever.

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  3. Hi Anonymous @2,

    Translation of this and many others can be found here:

    http://themaddiecasefiles.com/post516.html#p516

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