18 February 2010

Liberdade de Opinião: Um Bem de Luxo



18 de Fevereiro de 2010. No mesmo dia em que o Procurador-Geral da República disse à revista Visão que discordou da OPINIÃO do Procurador de Aveiro, que indiciava o Primeiro-Ministro pela prática de um crime, uma juíza de Lisboa disse concordar com a OPINIÃO de uma colega, que proibira um livro que expressara a OPINIÃO dos investigadores da Polícia Judiciária sobre o desaparecimento de Maddie McCann, OPINIÃO policial que, de resto, já não havia tido acolhimento junto do Ministério Público de Portimão, que arquivara o processo por sustentar OPINIÃO diversa.

Um belo jogo de OPINIÕES, não fosse o caso de os mais fracos perderem em toda a linha e de estarem impedidos de expressar as suas OPINIÕES sob ameaça de penalidades disciplinares e civis. O Procurador de Aveiro está agrilhoado, porque a última palavra, ou seja, a OPINIÃO que vale, sem recurso possível, já foi tomada pelo Edil do Ministério Público; e o autor do livro censurado está mais ou menos na mesma, porque, embora ainda possa recorrer até às mais altas instâncias jurídicas para fazer valer a sua OPINIÃO, não terá dinheiro para isso. A liberdade de OPINIÃO é um bem de luxo em Portugal.


Dr. Passos Pereira






4 comments:

  1. Yes indeed a luxury, but opinions cannot altogether be stifled. The internet is a big place and the Streisand effect knows no bounds.

    lindi

    ReplyDelete
  2. Muito bem Caro Dr. Passos Pereira, mas eu ía mais longe e diria que mesmo com dinheiro é difícil encontrar bons advogados em Portugal.

    O sistema judicial português está bloqueado. O país está bloqueado.

    Reforma? O homem que queria fazer reformas está braços com a justiça.

    Já dizia D. Carlos, "esta choldra é ingovernável".

    ReplyDelete
  3. É arrear nos canalhas, cachaporra para cima dessa corja, ora então!

    Parece que o Zé Povinho perdeu a verve e agora é só minhocas neste miserável canteiro à beira do Atlântico.

    Hoje até quase me apetece convidar o tio Alberto João jardim para dizer umas verdades com letra gorda a essa canalhada.

    ReplyDelete
  4. :D Compadre, somos um povo de expedientes o que não quer dizer que sejamos estúpidos. Os Macães pensam que somos estúpidos mas não e bem assim...

    Os judiciários começam por deixar seguir o caso em frente. Convém. As finanças da Justiça estão por baixo e o fundo da Madalena sempre a encher. Venha a nos! O desfecho vai ser bem diferente.

    Vocês creditam que os senhores dos cofres abram mão de mais de um milhão em divisas? Nem pensar nisso! A menos que voltem a escolher outra miúda para juíza, mas não creio. Esta Amália foi só para Inglês ver.

    Os judiciários sabem que uma uva desta qualidade tem de ser bem espremida. Jogo de mão. A primeira celha vai para os Macães. A segunda não sabemos bem nem interessa, mas o produto final não vai ser deles. Os Macães estão aqui para serem espremidos. Custas de processo, compensações - ao Dr. Amaral, Murat - e a outros que entretanto apareçam. Um verdadeiro mana para a nossa economia. Topam?

    Claro que tive pena do Dr. Amaral pela batatada psicologica que levou mas quase se esperava. Estes bárbaros jogam exclusivamente de cabeça. Não tem coração.

    O Dr. Amaral deveria ter tido mais cuidado com a escrita. Colocar varias hipóteses. Por exemplo: "Na opinião de Fulano, foi isto que aconteceu, na de Sicrano foi aquilo, etc. mas se fosse assim então...por outro lado este tipo de evidencia poderia nos conduzir a, etc."

    Há maneira de se dizerem as coisas sem se dizerem mas, enfim, ele quis ser frontal, um herói do mar, e pronto. Assim foi e assim seja - de resto estamos a precisar de heróis e o Dr. Amaral tem fibra disso.

    Saber esperar e uma virtude.

    ReplyDelete