Madeleine McCann: Esquecida por Gerry e Kate --- Outra Vez!
26 February 2010 | Posted by
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Os McCann no dia 12 de Maio de 2007, 9 dias depois do alegado 'rapto' de Madeleine,
imagem picada de The McCann Gallery - da série 'McCann, o teu nome é Morte'
imagem picada de The McCann Gallery - da série 'McCann, o teu nome é Morte'
Escrito por Christoper Freind
Pertencer aos média é muito cool, especialmente quando somos nós que gerimos o nosso próprio espaço de trabalho, como eu faço agora (www.FreindlyFireZone.com)
Recentemente voei num jacto de caça F-16, acelerando verticalmente dos zero aos 12,000 pés em menos de dez segundos. Pouco tempo depois, também voei com a Força Aérea dos Estados Unidos ‘Caçadores de Furacões’ directamente para o olho da besta durante 12 horas.
Já entrevistei líderes mundiais, candidatos à presidência, e o dono de uma equipe de basebol ganhadora da World Series.
E já me deu muito gozo expor hipócritas e gajos sacanas da mundo da politica, dos negócios, do desporto, e sim, também dos média.
Mas quanto mais penso acerca disto, mais acredito que estou na profissão errada.
Eu devia mas é ter sido um cardiologista britânico ou um médico de clínica geral.
Fosse como fosse, aí estaria numa posição excelente para me tornar uma celebridade internacional, uma celebridade que se pudesse misturar com presidentes, papas, paparazzi e com a imprensa. Aí sim, poderia viajar pelo mundo inteiro como bem me aprouvesse, escrever coisas insignificantes no meu blog, ameaçar o direito à liberdade de expressão dos outros, e intimidar até ao silêncio todos aqueles que se atrevessem a opor-se a mim.
Isso sim, ISSO É QUE seria uma cena porreira.
E pensar que a única coisa que eu teria de fazer seria abandonar três crianças, com a idade combinada de sete, noite após noite numa estância turística Portuguesa enquanto percorria as festividades da vila com os meus amigos. E se a minha filha com três anos --- que, por motivos desta história, vamos chamar de… Madeleine --- por acaso desaparecesse (com ou sem o meu conhecimento e cumplicidade), então e depois?
Apesar de não ser fácil, esse era um sacrifício que não me importava de fazer. Vá lá --- afinal estamos a falar de uma audiência privada com o Papa!
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Agora, não me levem a mal. Não me estou a referir a ninguém em particular.
Ok,ok. Apanharam-me. Era uma mentira. Estou a referir-me.
Mas em boa fé, enquanto não menciono os nomes dessas pessoas, as suas iniciais são Gerry e Kate McCann.
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A vida continua a sorrir para os assassinos… do espírito da boa vontade.
Apesar dos milhões de pessoas que no mundo inteiro se aperceberam da verdade terrível acerca da negligência dos McCann, que destruíram a vida de uma menina inocente, figurativamente e muito provavelmente, literalmente, os McCann continuam a sua demanda para se manterem nas manchetes, para mergulharem no centro das atenções, e para impugnar a integridade de boas pessoas, suficientemente corajosas para perguntar perguntas difíceis.
Muito simplesmente, os McCann estão desesperadamente a tentar manter-se… relevantes.
O último capítulo nesta saga com quase-três-anos é a sua apologia de uma péssima decisão de um tribunal Português que manteve a proibição a um livro escrito pelo polícia ex coordenador da investigação ao desaparecimento de Maddie, Gonçalo Amaral. O Sr. Amaral também está proibido de discutir as teorias explanadas no livro, e não pode dar entrevistas acerca do mesmo.
Mais, Gerry e Kate McCann estão a processar o Amaral por difamação, pedindo cerca de 1,2 milhões de Euros em compensação. E quem é que os pode culpar? Os milhões que eles colectaram como celebridades nas suas viagens pelo mundo fora, já não entram como antes.
Mas porquê a repressão ao Amaral? Porque ele faz o extremamente pequeno salto de sugerir que a Maddie pode estar morta. E, de acordo com a Equipa McCann, o livro ofende-os.
Três pontos:
1) Os McCann não precisaram de um livro que os difamasse. Eles conseguiram-no sozinhos muitíssimo bem.
2) Bem sei que é a União Europeia, onde os direitos pessoais e a soberania de uma nação vão pela janela fora, mas uma proibição a um livro? Eu pensei que já tivéssemos saído da idade das trevas.
3) Enquanto que por motivo nenhum a esperança deva ser abandonada, as irrefutáveis probabilidades são de que a Maddie está morta. Com a extraordinária atenção dada a este caso, o facto que nenhuma pista substancial tenha emergido desde que a Maddie desapareceu de uma estância turística no Algarve em Maio de 2007, tem significado por si só.
3ª) Um ponto de clarificação: De facto, tem havido pistas substanciais, todas elas apontam para o Gerry e a Kate.
Os cães peritos em encontrar cadáveres, treinados para detectar o odor de morte, reagiram positivamente a vários itens, desde as roupas de Kate ao boneco de peluche favorito da Maddie. Sangue foi encontrado no carro que eles alugaram. E existem imensos conflitos nas histórias contada por Gerry e Kate. Muito simplesmente, os McCann fizeram mais para criarem suspeições sobre si próprios do que qualquer outra pessoa.
E já agora, vocês NUNCA irão ver o desaparecimento de Maddie a ser referido como ‘rapto’, cá [EUA], desde logo, porque NÃO há nenhuma evidencia que apoie essa teoria.
Mas a melhor parte disto tudo é o argumento usado por Gerry e Kate, que disseram: “O tribunal demonstrou, uma vez mais, que não há qualquer evidência que a Madeleine tenha sofrido qualquer dano”.
Errado outra vez.
Por definição, quando uma criança de três anos é deliberadamente deixada só pelos pais, numa terra estrangeira com a porta destrancada --- na realidade, encarregada de tomar conta dos seus irmãos gémeos de dois anos --- ISSO é trazer dano a uma criança.
E sim, quando essa criança desaparece (às mãos de quem não o sabemos ainda “oficialmente”) por causa desse abandono, isso é seguramente “dano”.
Como sempre, tornando tudo acerca deles, os McCanns continuaram: “Isto também mostrou claramente que nenhuma força policial está activamente à procura da Madeleine, mesmo quando, de uma forma chocante, lhes foram apresentadas novas informações e pistas”.
Sim, pois, o mundo inteiro das autoridades policiais devia largar tudo sempre que uma nova “pista” surge. É uma pena que aquelas pistas que levaram os McCann a serem constituídos como arguidos --- suspeitos oficiais --- não tivessem sido investigadas até ao fim.
E por último, os McCann entusiasticamente criticam aqueles que ousam lhes perguntar questões lógicas: “Os motivos daqueles que tentam convencer o mundo que a Madeleine está morta, e que vergonhosamente e falsamente tentam implicar-nos no seu desaparecimento, precisam de ser seriamente questionados”.
A) Mau uso do Inglês de sua Majestade. Os maus-da-fita ou vos implicam, ou não. Por definição, eles não vos podem ‘implicar falsamente’. É o mesmo que se passa com o ser-se pai. Ou se é… ou não.
B) O único questionamento sério que necessita de acontecer é a Gerry e Kate. A polícia Portuguesa bem tentou, mas foram pressionados para deixar cair o caso. Os ingleses ficaram aquém do seu profissionalismo e deveriam ter acusado, pelo menos, os McCann por negligência.
C) Os McCanns SÃO culpados, e sempre o serão. De homicídio ou de morte por acidente como tantos crêem, isso não sei dizer. Isso é algo que não se pode provar, ou que talvez venha a ser provado.
Mas uma coisa é certa. Gerry e Kate McCann são inequivocamente culpados de destruir três vidas --- Madeleine, obviamente, mas também a dos seus irmão, que carregarão com eles, até ao fim das suas vidas, terríveis cicatrizes. As acções dos McCann de pôr em perigo uma criança e de negligência grosseira, tão facilmente evitadas se eles tivessem ao menos agido como…pais, poderiam ter poupado à pequena menina a dor e a angustia que ela seguramente sentiu --- uma menina que ainda estaria hoje entre nós, a viver uma vida que seguramente merecia.
Todos têm o direito de ter a sua opinião, mas NÃO o seu próprio conjunto de factos.
Lembrem-se apenas disto, Gerry e Kate. As autoridades podem estar a olhar para outro lado, mas alguns de nós não estamos. O sol é o melhor anticéptico, e vocês parecem estar mesmo a precisar de alguma luz nas vossas vidas.
Chris Freind é um colunista independente e um jornalista de investigação americano. O seu site de notícias, The Artorius News Bureau, vai ser lançado este mês. Os leitores do “Freindly Fire” afluem de seis continentes, trinta países e dos cinquenta estados do USA. Freind também comenta semanalmente, como convidado, num programa de rádio na zona de Filadélfia, WCHE, já apareceu variadíssimas vezes em programas de televisão e na rádio. Pode ser contactado em CF@FreindlyFireZone.com
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