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MP conclui cartas rogatórias para apertar amigos dos McCann

Alexandra Serôdio e Marisa Rodrigues

O Ministério Público (MP) de Portimão já concluiu as cartas rogatórias, que devem ser expedidas para Inglaterra nos próximos dias e em que é solicitada a colaboração das entidades locais. Esta diligência vai permitir à Polícia Judiciária (PJ) voltar a ouvir os sete amigos do casal McCann, que passaram férias no Ocean Club, da Praia da Luz (Lagos), em Maio último, e assim tentar esclarecer "algumas contradições" detectadas nos seus depoimentos. Mais os investigadores pretendem, acima de tudo, tentar quebrar um aparente "pacto de silêncio" do grupo, que tem impedido reconstituir com exactidão o crime e tudo o que realmente se passou na noite de 3 de Maio.

Ainda sem terem chegado a Portugal os resultados de todas as análises aos vestígios encontrados no apartamento de onde Madeleine (então com três anos) desapareceu, as cartas rogatórias vão seguir para a Polícia de Leicester. Dentro de dias seguirá, também, uma equipa de investigadores acompanhada pelo procurador José Magalhães e Menezes, que assistirá às inquirições dos sete amigos do casal McCann. Inquirições que serão feitas pelos polícias ingleses, no Reino Unido.

Para a PJ, estes continuam a ser depoimentos "fundamentais", sendo prova disso mesmo "o cuidado" que foi colocado na elaboração das cartas rogatórias.

Os investigadores mantém-se também atentos às declarações públicas de algumas testemunhas que, no entender da PJ, estão a violar claramente o segredo de justiça. Jane Tanner, amiga dos McCann, que diz ter visto um homem com uma criança ao colo, e que coloca Robert Murat no Ocean Club, na noite em que Maddie desapareceu, quebrou agora o silêncio. Falou primeiro canal norte-americano CBS e depois à televisão inglesa BBC, cuja reportagem foi transmitida ontem à noite.

Um novo interrogatório a Kate e Gerry - constituídos arguidos no passado dia 7 de Setembro - está para já colocado de lado. Segundo informações recolhidas pelo JN, a investigação entende que, actualmente, não há qualquer utilidade em voltar a interrogar o casal, na medida em que já foram confrontados com os resultados dos vestígios recolhidos na viatura que alugaram, 25 dias depois da filha desaparecer.

Kate e Gerry, na ocasião, não responderam a várias perguntas essenciais, posição que os investigadores esperam que seja alterada quando chegarem a totalidade dos resultados das análises, que se encontram no laboratório de Birmingham desde o início de Agosto. Para já, avançam apenas as inquirições aos amigos, que não estão dependentes destes exames.


Jane garante rapto

A amiga dos McCann que passou férias na Praia da Luz recordou, aos canais de televisão CBS e BBC, o depoimento que deu à PJ. Garante ter-se cruzado com um homem com uma criança nos braços, na noite em que Maddie desapareceu. "Eu sei o que vi e eu penso que é importante que as pessoas saibam o que eu vi porque acredito que Madeleine foi raptada", afirmou Jane Tanner, que recusou as acusações de "mentirosa e fantasista".



Detective optimista

O detective espanhol, Francisco Marco, garantiu à BBC que está "muito perto de encontrar o raptor". Fala do avistamento da menina, num carro, "numa pequena estrada de Portugal" dois dias depois do desaparecimento.



Álibi de Murat

A mãe de Robert Murat garante que o filho esteve sempre com ela na noite de 3 de Maio. "Estivemos a conversar a noite inteira, sentados na cozinha. De certeza que veria se ele saísse", disse Jenny Murat, na entrevista dada à BBC, no âmbito da reportagem o "Mistério de Madeleine McCann".


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