1.Everyone shall possess the right to freely express and publicise his thoughts in words, images or by any other means, as well as the right to inform others, inform himself and be informed without hindrance or discrimination 2.Exercise of the said rights shall not be hindered or limited by any type or form of censorship Constitution of the Portuguese Republic, Article 37.º

Diga NÃO ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

“Desacordo Ortográfico” 2007

O “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” foi assinado em Lisboa em 16 de dezembro de 1990, por representantes dos sete países lusófonos (hoje são oito, com a inserção de Timor Leste). Este acordo deveria entrar em vigor no ano de 1994, logo após a assinatura de todos os países de língua oficial portuguesa. Mas os anos foram passando “e nada dos sete países ratificarem” diz Lauro Moreira, representante brasileiro da CPLP.

E por nunca ter saído do papel que, durante a Cúpula dos Chefes de Estado em 2004, a CPLP lançou o Protocolo Modificativo do texto. Depois dele, o acordo já poderia ser colocado em prática com assinaturas de apenas três países, sem a necessidade de aguardar o mesmo procedimento de todos os outros membros. Brasil já havia ratificado em 2004, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe acabaram por ratificar o acordo em 2006

As Mudanças


Enquanto o idioma português do Brasil teria 0,45% de mudanças, em compensação o português de Portugal seria 1,6% modificado.

- As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os brasileiros terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.

- mudam-se as normas para o uso do hífen

- Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.

- Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como “louvámos” em oposição a “louvamos” e “amámos” em oposição a “amamos”.

- O trema desaparece completamente. Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.

- O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”.

- O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).

- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”. O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.

- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado, como em “acção”, “acto”, “adopção” e “baptismo”. O certo será ação, ato, adoção e batismo.

- Também em Portugal elimina-se o “h” inicial de algumas palavras, como em “húmido”, que passará a ser grafado como no Brasil: “úmido”.

- Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.

Petição pela LÍNGUA!

To: Exmo. Sr. Ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros Luís Amado

Exmo. Sr. Ministro Luís Amado, tivemos conhecimento que é suposto ser aprovado, até ao final do ano de 2007, o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, nesse acordo será, alegadamente, alterado 1,6% do nosso vocabulário. Os signatários desta petição não concordam com a aprovação desse Protocolo, não querem que a Língua Portuguesa, tal como os portugueses a conhecem, seja alterada, exigimos que seja preservada a nossa Língua. Não faz qualquer sentido que este protocolo seja aprovado.

Nós não queremos escrever palavras como ‘Hoje’, ‘Húmido’, ‘Hilariante’ sem ‘h’, não queremos escrever palavras como ‘Acção’ sem ‘c’ mudo nem palavras como ‘Baptismo’ sem ‘p’ mudo. Queremos continuar a escrever em Português tal como o conhecemos agora.

E, tendo em conta o supra exposto, esperamos que o Exmo. Sr. Ministro faça com que este Protocolo não seja aprovado.

Sincerely,

The Undersigned

2 comments:

  1. http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/index-1.html

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  2. MANIFESTO
    EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
    CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

    (Ao abrigo do disposto nos Artigos n.ºs 52.º da Constituição da República Portuguesa, 247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º nº. 1, 2.º n.º 1, 4.º, 5.º 6.º e seguintes, da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)

    Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
    Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
    Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal



    1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
    Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.

    2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado), e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.
    Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.

    3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em “acordos” mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.
    O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.

    4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.
    É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes “mudas” – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
    Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.
    Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.
    A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).

    Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.

    Os signatários,

    Ana Isabel Buescu
    António Emiliano
    António Lobo Xavier
    Eduardo Lourenço
    Helena Buescu
    Jorge Morais Barbosa
    José Pacheco Pereira
    José da Silva Peneda
    Laura Bulger
    Luís Fagundes Duarte
    Maria Alzira Seixo
    Mário Cláudio
    Miguel Veiga
    Paulo Teixeira Pinto
    Raul Miguel Rosado Fernandes
    Vasco Graça Moura
    Vítor Manuel Aguiar e Silva
    Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
    Zita Seabra

    Caso pretenda adicionar a sua assinatura a este Manifesto, insira os seus dados nos campos abaixo indicados.
    Obrigado.

    As primeiras 17.300 assinaturas foram entregues em 8/5/2008 a S. Ex.ª o Senhor Presidente da Assembleia da República. A recolha de assinaturas continuará em linha na internet, até data a anunciar. Oportunamente, o mesmo documento será entregue a S. Ex.ª o Presidente da República e a S. Ex.ª o Primeiro-ministro, acrescido das assinaturas que se vierem a registar até então.

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