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Especialista Criminal Pat Brown defende que Maddie morreu no Algarve


Sunrise Perth, emitido pelo Channel 7, Março 16, 2017
Tradução/Transcrição
Samantha Armytage (apresentadora) - Agora que nos aproximámos do décimo aniversário do desaparecimento de Madeleine McCann, a Scotland Yard continua a investigar pistas de rapto e de tráfico de crianças.

Michael Usher (co-apresentador) - A nossa próxima convidada vai arrasar essas teorias.

Segmento de vídeo (voz off) - Desapareceu sem deixar vestígios. A Madeleine McCann, então com três anos, desaparece do apartamento, em Portugal, no dia 3 de Maio, 2007. Os pais, Gerry e Kate, estavam a jantar num restaurante próximo, e deixaram os seus três filhos a dormir, sozinhos. Quatro meses mais tarde os McCann seriam nomeados como suspeitos oficiais pela polícia portuguesa, mas a investigação seria arquivada mais tarde em 2008 em virtude da falta de elementos de prova suficiente.

Gerry McCann (imagem de arquivo) - "Não há nenhuma prova que tenha sido magoada, ou que esteja morta, e isso é que é importante."

Uns dias mais tarde, o inspector que liderava a investigação, Gonçalo Amaral, publicou um livro onde contava tudo sobre a investigação, onde afirmava que os pais da Maddie tinham encoberto a morte da sua filha. Uma afirmação contra à qual os pais se opuseram ferozmente, nos tribunais durante anos. Kate e Gerry sempre afirmaram a sua inocência, e nunca foram acusados do crime. A Scotland Yard lançou a sua própria investigação em 2011, focando-se na pista do rapto e em encontrar um raptor. Dez anos depois, a busca pela Madeleine, que faria agora 13 anos, continua. Um mistério que a polícia britânica tenta resolver, cuja investigação recebeu mais 96.000 euros além dos 13 milhões de euros que já foram gastos, para investigar um novo suspeito.

Michael Usher - A Especialista Criminal Pat Brown investigou o caso, esteve na cena do crime e escreveu um livro sobre o desaparecimento de Maddie, junta-se a nós desde Washington, DC. Bom dia para si, acredita que a Madeleine McCann está morta?

Pat Brown (Especialista Criminal/Profiler) - Bom dia. Sim, acredito que todas as evidências apontam para essa conclusão. Não penso que exista nenhuma prova que indique que a criança esteja viva, nem que exista nenhuma prova que um rapto tenha ocorrido. E, independentemente do quer que tenha acontecido, há apenas duas hipóteses: que ela tenha morrido no apartamento devido a um acidente, ou que um pedófilo a tenha retirado do apartamento... quando se fala de predadores de crianças, de abusadores sexuais de crianças e de crianças com três anos, geralmente essas crianças são mortas em poucas horas. Não estamos a falar de um grupo de predadores que trafica crianças. Ninguém raptaria uma criança inglesa, turista, o que despoletaria uma investigação massiva, há uma série de crianças pelo mundo fora que seriam muito mais fáceis de raptar que não atrairiam muita atenção da polícia. Portanto, ela não foi sequestrada por nenhum grupo de traficantes. Voltando ao dia, aliás à noite da morte, à noite do desaparecimento, a criança ou teve um acidente que ocorreu no apartamento ou alguém a levou, mas não existe nenhuma evidência que prove que esteja viva, e isso é certo.

Samantha Armytage - Meu deus, isto é um assunto terrível. Se ela morreu, onde é que acha que está o corpo?

Pat Brown - Se ela morreu.. Bom, primeiro temos os cães pisteiros (especialmente treinados na detecção de vestígios hemáticos humanos e odor cadavérico) que alertaram no apartamento, e esse foi um motivo de grande preocupação para a polícia portuguesa. Portanto, surgiu a teoria que a criança teria morrido no apartamento, e que o seu corpo teria sido removido do apartamento por alguém. E quem quer que o tenha removido, se tal aconteceu, obviamente encontrou um sítio excelente para se descartar do corpo, de tal forma que não foi encontrado nos últimos dez anos.

Michael Usher - Está a sugerir que foram os pais da criança que removeram e que descartaram o corpo? Pessoalmente acho isso difícil de aceitar, dado à forma como eles se comportaram desde o desaparecimento.

Pat Brown - Bom, a forma como os pais se comportaram desde o desaparecimento é na verdade algo que me inquieta. Houve pistas que eles ignoraram por completo, receberam doações do público e contrataram detectives privados que tinham pouca ou nenhuma experiência em encontrar crianças desaparecidas, não cooperaram com a polícia portuguesa, não quiseram que o caso fosse reaberto pela polícia portuguesa, no fundo tiveram atitudes questionáveis. Gastaram muito tempo a levar outros a tribunal para os silenciar, para calar qualquer opinião, qualquer teoria que não promovesse que a criança tivesse sido raptada. Moveram uma acção judicial contra Gonçalo Amaral, que agora ganhou o seu caso no Supremo Tribunal de Portugal, porque ele não os difamou, a sua teoria foi baseada nas evidências. Aliás, o próprio Gerry McCann, disse, sob juramento, que todos têm o direito de apresentar uma teoria. Eu também apresentei uma teoria no meu livro (Profile of the Disappearance of Madeleine McCann ), que publiquei na Amazon e os McCann, através dos seus advogados Carter-Ruck, ameaçaram a Amazon com um processo, e a Amazon acabou por remover o meu livro. Logo, eles passaram muito tempo a tentar reprimir qualquer teoria que não fosse a do rapto, e de facto, não cooperaram inteiramente com a polícia.

Samantha Armytage - As suas opiniões neste caso tem sido praticamente silenciadas, você não tem aparecido na televisão americana nos últimos sete anos, os média ingleses não falam consigo, está aqui na televisão australiana, e como disse, o seu livro foi banido da Amazon. O que é que pensa que as autoridades britânicas e americanas não gostam acerca das suas teorias?

Pat Brown - Eu julgo que o problema é este, as evidências não apoiam a tese de rapto, e eu estou pronta a ir para onde as evidências me levam, é isso que eu faço como uma especialista criminal, analiso as evidências e depois desenvolvo uma teoria. É apenas uma teoria, eu não afirmo que os McCann são culpados, apenas digo que não existe nenhuma prova que sustente que um rapto tenha ocorrido. E a polícia portuguesa considera o mesmo. Agora, isto não significa que não pudesse ter ocorrido um rapto, há que ter essa hipótese em aberto, mas o que os indícios parecem apoiar é que a criança tenha morrido no apartamento e posteriormente que alguém tenha removido o seu corpo, que ela tenha morrido na sequência de um acidente, e se isto for verdade, a teoria será que os seus pais estiveram envolvidos. Os média ingleses e os americanos não querem ir aí, não querem discutir as diferentes possibilidades. Eu creio que têm medo dos advogados do casal McCann, Carter-Ruck, especializados em difamação, que têm receio de ter problemas com eles. Já agora, quando a Scotland Yard surgiu neste caso, que foi há seis anos atrás, eles apareceram com um mandato que dizia que estavam a investigar este caso na óptica da investigação a um rapto, eu acho isso inacreditável porque quando se faz uma revisão a um caso começa-se no início, na cena de crime, olha-se para trás e analisam-se as evidências, todos são suspeitos, tudo está em cima da mesa, até que se complete a reconstrução do crime, a análise do crime, e só nesse ponto é que se decide quais das hipóteses a seguir. No entanto, a Scotland Yard, com aquele mandato, decidiu à partida não olhar para os McCann como suspeitos, e só na óptica do rapto. Eu acho que é uma farsa desde o início, e gastaram nisso cerca de 13 milhões de euros. E quais foram os resultados em seis anos? Absolutamente nada, não conseguiram apresentar a mínima prova que sustente o rapto ou sequer onde é que a Madeleine possa estar.

Michael Usher - Muito bem, obrigada Pat Brown por aqui estar. Eu penso que se deva dizer, Sam, que os McCann sempre reivindicaram a sua inocência no desaparecimento da sua filha e que já não são pessoas de interesse na investigação, que continuam a procurar pela Maddie até hoje. Também tenho dificuldades em acreditar na tese desta autora, de que os pais...sabes?



Rádio FIVEaa, Março 17, 2017
Tradução/Transcrição

em curso

1 comment:

  1. Mmmm ... curioso notar de passagem que mesmo atendendo aos conhecimentos e prestigio da Pat como especialista em analise de crimes, ter estado em Portugal e identificado um ou outro local onde Madeleine poderia ter sido enterrada... que eu saiba nem a PJ nem a SY tiveram o cuidado de investigar os mesmos. Ao que parece fingiram mesmo não "ter ouvido". Rejeitaram o parecer dela a priori. Isso em si a meu ver diz muito ou pelo menos sugere uma agenda de não lèse-majesté.

    Referencia:

    http://patbrownprofiling.blogspot.co.uk/2012/03/criminal-profiling-topic-of-day-on.html

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